O ano lectivo já arrancou e a Feira das Colheitas aproxima-se a passos largos. Estas são duas realidades que os arouquenses anualmente vivem no início de cada mês de Setembro.
As férias já são passado, o regresso ao trabalho e à rotina do quotidiano voltou ao seu ritmo habitual, os nossos emigrantes também partiram para outras paragens com a alma cheia e as saudades a apertar lá bem no fundo.
Setembro é também o mês onde muitos jovens arouquenses partem para outras latitudes do território nacional para dar início à sua aventura no ensino superior, carregados de sonhos e entusiasmo para a nova etapa das suas vidas.
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O ano escolar nos dois agrupamentos do Município (Arouca e Escariz) já começou e este ano traz algumas novidades. Desde logo, a proibição do uso do telemóvel em ambiente escolar no terceiro ciclo (7º ao 9º ano). Até agora esta medida ministerial tinha como limite o segundo ciclo.
Esperamos que esta decisão governamental traga consigo os resultados almejados, nomeadamente uma maior concentração dos alunos nas actividades lectivas e uma melhor e mais saudável socialização dos alunos no espaço escolar.
Ainda sobre o ano lectivo que agora iniciou, gostaria de destacar o início das obras de renovação e ampliação da Escola Básica e Secundária de Escariz, conforme anúncio feito recentemente pela autarquia.
Seria, sem dúvida, a melhor prenda que o Agrupamento de Escolas de Escariz receberia no ano em que este estabelecimento de ensino completa as suas bodas de prata. Foi no dia 12 de Outubro de 2001 que o então Ministro da Educação, Júlio Pedrosa, inaugurou oficialmente a nova escola na freguesia de Escariz.
Recordo-me dessa cerimónia, estive a fazer a cobertura jornalística do evento para o RODA VIVA, e a satisfação era imensa junto dos populares que marcaram presença em grande número e dos autarcas arouquenses. Já tinha estado presente no lançamento da primeira pedra da empreitada pelo antecessor de Júlio Pedrosa, Guilherme d’Oliveira Martins. Mais tarde, no final da década, tive o prazer de ter leccionado durante um ano lectivo na escola, de onde guardo boas memórias.
Aquele acto marcava o epílogo de uma longa aspiração das gentes do chamado “fundo do concelho”. Duas figuras merecem um lugar especial na concretização deste sonho, muitas vezes tido como impossível: Armando Zola, presidente da Câmara Municipal de Arouca na altura, e Albino Oliveira, autarca da freguesia de Escariz.
O docente Afonso Veiga foi o presidente da Comissão Instaladora da nova escola.
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Há oitenta e dois anos que está marcado no calendário dos arouquenses o último fim-de-semana de Setembro a tradicional festa do concelho, a “Feira das Colheitas”.
É a festa do município que surgiu nos idos anos 40 do século passado, em plena II Guerra Mundial, e tinha como grande objectivo apoiar e valorizar os lavradores do município.
A organização inicial era do Grémio da Lavoura, mais tarde Cooperativa Agrícola, mas há várias décadas a gestão do certame passou para as mãos da Câmara Municipal de Arouca.
A festividade tem-se adaptado bem às novas realidades e tem envelhecido com qualidade e sapiência. Este ano, a Feira das Colheitas vai decorrer entre os dias 24 e 27 de Setembro, e se São Pedro ajudar, serão muitos os milhares de arouquenses e visitantes que vão rumar até à vila de Arouca para vivenciar uma festa carregada de tradição e simbolismo na alma de todos aqueles que amam Arouca.
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O flagelo dos incêndios, mais uma vez, não deu descanso aos nossos “soldados da paz”, nomeadamente no mês de Agosto. Apesar dos múltiplos planos de prevenção que são levados anualmente a cabo, a realidade nua e crua mostranos que, inevitavelmente, as ignições acontecem para desespero das populações.
Como já foi referido inúmeras vezes em vários fóruns sobre a temática dos incêndios, a verdade é que existe uma “indústria dos fogos” extremamente rentável que interessa a muita gente ligada a vários sectores que operam no teatro das operações no combate aos fogos.
Este ano, a época de fogos em Arouca ficou manchada pelo grave acidente de uma equipa de quatro bombeiros que se deslocavam para o incêndio que alastrava em Bouceguedim (Moldes).
Felizmente os quatro já se encontram fora de perigo de vida, mas as últimas semanas foram vividas por toda a comunidade com angústia devido ao estado crítico em que se encontrava o bombeiro Pedro Bastos. As últimas notícias são bastante animadoras sobre a sua recuperação clínica e a dos restantes companheiros.
Aqueles quatro bombeiros são o exemplo da bravura e do amor ao próximo. Bem haja para eles e para toda a corporação de Arouca.