22ª jornada
15 de Fevereiro 2025
Estádio José Alvalade
Espectadores: 39 258
Árbitro: Miguel Nogueira (AF Lisboa), auxiliado por Paulo Brás e Nuno Pires.
VAR: Fábio Melo (AF Porto).
Sporting – Rui Silva; Fresneda (Biel, 85), Gonçalo Inácio, St. Juste (Debast, 11) e Maxi Araújo; Hjulmand e João Simões (Alexandre Brito, 85); Daniel Bragança (Harder, 14), Francisco Trincão e Quenda; Gyökeres.
Suplentes não utilizados: Franco Israel, Ricardo Esgaio, Eduardo Quaresma, Manuel Mendonça e Afonso Moeira.
Treinador: Rui Borges
FC Arouca – Mantl; Tiago Esgaio, Chico Lamba, Fontán e Weverson; David Simão (Pedro Santos, 79) e Fukui; Pablo Gozálbez (Loum, 60), Sylla (Mansilla, 82’) e Trezza (Jason, 60); Henrique Araújo (Dylan, int.).
Suplentes não utilizados: João Valido, Alex Pinto, Matías Rocha e Puche.
Treinador: Vasco Seabra
Ao intervalo: 1-2
Marcador: 0-1 (Rui Silva, autogolo, 6); 1-1 (Harder, 16); 1-2 (Henrique Araújo, pen. 45+4); 2-2 (Trincão, 74).

Enorme desperdício adiou momento que seria histórico
Os lobos de Arouca perderam gigante oportunidade de fazer história em Alvalade, naquela que podia ter sido a primeira vitória arouquense no terreno dos leões. Um enorme desperdício, sobretudo na segunda parte deixou os arouquenses com apenas um ponto na bagagem, porém, sempre bom perante as dificuldades que é defrontar o líder do campeonato. É certo que nos instantes finais, já o Sporting jogava com dez unidades devido à expulsão de Hjulmand, (62’), a sorte esteve com o Arouca face às perdidas de Harder (91’) e Gyökeres (92’), mas o incrível falhanço de Jason (94’) para fechar a vitória ficou na retina, tal como ficaram uma série de transições com fortes probabilidades para marcar e que foram sucessivamente desperdiçadas – Trezza (58’), Fukui (69’) e Pedro Santos (89’), entre outras de superioridade fornecida pelos espaços dados por uma equipa leonina em evidente desgaste.
Sporting andou atrás do resultado
Sem esquecer um cabeceamento à barra de Henrique Araújo (38’) ainda na primeira parte, o Arouca podia estar a festejar diante de um Sporting que a espaços criou também alguns lances de aperto, mas que não pôde esconder mais uma noite azarenta: um auto-golo surrealista de Rui Silva, dois lesionados (11’ e 14’), um penálti e uma expulsão, incidências demasiadas que a equipa arouquense não aproveitou da melhor forma para finalizar e concretizar uma vitória que não escandalizaria ninguém. Contudo, um ponto conquistado que certifica também a personalidade com que a equipa jogou e a estratégia corajosa com que Vasco Seabra abordou o encontro, ao ponto de pôr sempre o Sporting em sentido e a correr atrás do resultado. O FC Arouca não perde há sete jornadas consecutivas e demonstrou, em Lisboa, que o crescimento competitivo está no bom caminho na construção das tarefas da manutenção. MMS/RV (fotos: Liga Portugal)
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Rui Borges (treinador do Sporting): «Não entramos bem, oferecemos um golo surreal que deu confiança ao adversário. O Arouca é uma equipa pressionante e que aproveitou essa insegurança inicial da nossa parte. Depois fomos crescendo, mas o Arouca voltou a marcar. A primeira parte foi emotiva, fomos perdendo aqui e algum equilíbrio em termos emocionais. Na segunda parte entramos muito bem e que ficou manchada pela expulsão do Hjulmand. Temos de valorizar o que os jogadores foram capazes de fazer com dez jogadores. O jogo ficou partido e podia ter caído para qualquer dos lados, pois as equipas tiveram oportunidades para isso.»
Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «Foi um excelente jogo entre duas equipas que quiseram ganhar. Mesmo com onze contra onze, estivemos sempre muito bem no jogo, sem dar grandes coisas ao Sporting em termos ofensivos.
A equipa jogou com grande atitude e, na segunda parte, teve demasiadas oportunidades muito claras para conseguir fechar o jogo. Temos que fazer melhor a esse nível. Obviamente, estou muito orgulhoso pela forma como a equipa está a jogar e se entrega ao jogo. Fazer a exibição que fizemos neste estádio e contra este adversário deixa-nos satisfeitos, mas também tristes por não levarmos os três pontos, que seriam justos. Estamos numa fase crescente, é um plantel que trabalha muito e penso que neste jogo perdemos dois pontos.»
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(domingo, 23/02)
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(referência 02/03)
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