A Biblioteca D. Domingos Pinho Brandão, no Mosteiro de Arouca, foi o palco de um novo evento cultural que conjugou música, património e memória. Integrada no programa anual de actividades da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca (RIRSMA), a iniciativa, realizada no passado sábado, atraiu o público para uma viagem no tempo através dos sons do barroco. A sessão de abertura foi conduzida por Maria Adelaide Peres, representante da Mesa Administrativa da RIRSMA. Na sua intervenção, a responsável contextualizou a relevância cultural do evento e destacou a sua importância no cumprimento dos objectivos estratégicos da instituição.
O concerto esteve a cargo do Iberian Ensemble – Consort de Música Antiga, agrupamento fundado em 2012 por Alexandre Andrade. O grupo apresentou o programa “Trio Sonatas de José e Juan Pla (1728-1762)”, inteiramente dedicado à obra dos irmãos e compositores espanhóis que integraram a Orquestra da Real Câmara de Lisboa durante o reinado de D. José I.

Um regresso de alto nível estético
O repertório transportou o auditório para o universo musical do século XVIII. As peças interpretadas revelam «a elegância e o refinamento do estilo galante, estética que marcou os salões europeus daquela época», sublinhou a organização.
O concerto marcou o regresso do Iberian Ensemble ao Mosteiro de Arouca, um espaço ao qual o grupo mantém uma ligação artística especial. Especializado na investigação e interpretação historicamente informada da música ibérica dos séculos XVII, XVIII e XIX, o ensemble apresentou-se com cinco músicos em palco: Alexandre Andrade (flauta barroca), Francisca Freire (violino barroco), Karen Barbosa (violoncelo barroco), Ivan Oliveira (teorba e guitarra barroca) e Catarina Sousa (cravo).
O evento afirmou-se como uma oportunidade de contacto directo com o legado musical ibérico, interpretado por especialistas reconhecidos pelo seu trabalho artístico e científico em Portugal e no estrangeiro. MMS/RV

