PISA para as Escolas: Município e AE’s de Arouca e de Escariz reflectiram sobre os resultados

Em parceria com os Agrupamentos de Escolas de Arouca e de Escariz, o Município de Arouca, representado pela vice-presidente da Câmara Municipal e vereadora do Desenvolvimento Educativo e Social, Cláudia Oliveira, promoveu a apresentação, na Loja Interactiva de Turismo, dos resultados do projecto “PISA para as Escolas nos Municípios”, cujos testes foram aplicados a estudantes dos dois agrupamentos. A sessão, aberta ao público, foi conduzida por Gonçalo Xufre, docente no Instituto Superior de Engenharia do Politécnico de Lisboa e coordenador nacional do projecto “PISA para as Escolas nos Municípios”. Intervieram ainda na apresentação os directores dos dois agrupamentos, professores Vitor Venceslau, do AE Escariz, e Amélia Rodrigues, do AE Arouca (foto de capa).

Gonçalo Xufre

AVALIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DOS ALUNOS

O Teste PISA for Schools é um programa internacional de avaliação dos estudantes desenvolvido pela OCDE e foi concebido para avaliar se os alunos conseguem mobilizar as suas competências de Leitura, de Matemática ou de Ciências na resolução de situações relacionadas com o dia-a-dia e outras como a resolução colaborativa de problemas e a literacia financeira. O Município de Arouca, em articulação com as escolas, foi um dos municípios aderentes a esta iniciativa de avaliação educativa no território nacional cujos resultados visam proporcionar às escolas e redes escolares locais um retorno sobre o nível das aprendizagens dos alunos em determinadas áreas de competência e acrescentar informação útil ao processo de autoavaliação e ao reforço dos processos de melhoria.

Os testes, aplicados em Outubro de 2020, incidiram sobre amostras de alunos dos dois agrupamentos, constituída segundo critérios científicos. Uma das novidades deste projecto é a inclusão da avaliação de competências sócio-emocionais dos alunos, permitindo perceber de que modo o género e o índice socioeconómico dos alunos influenciam as suas competências.

Vitor Venceslau (AEE)

SESSÕES DE TRABALHO ENVOLVERAM DOCENTES DOS AGRUPAMENTOS

A divulgação final dos resultados, agora concretizada, foi precedida de uma apresentação prévia em ambos os agrupamentos e, no último ano lectivo, sob a orientação do coordenador nacional Gonçalo Xufre, de várias sessões de trabalho com equipas de docentes dos dois agrupamentos escolares, que analisaram os dados obtidos e, a partir de determinadas fragilidades identificadas, delinearam, em reuniões de trabalho colaborativo, planos de intervenção e melhoria em domínios considerados, nesta altura, como as mais pertinentes para as suas escolas.

ESCOLAS DEFINEM PLANOS DE LEITURA E DE BEM-ESTAR  

Nesse sentido, o Agrupamento de Escolas de Escariz, além de medidas de prevenção do bullying social, apresentou o plano “Teias de Literacia: Tecendo Futuros com Leitura e Equidade”, plano que visa o desenvolvimento das competências leitora e de comunicação e que foi partilhado pelas professoras do Departamento de Línguas, Alexandrina Fernandes (coordenadora) e Rosa Manuela (equipa de autoavaliação). O Agrupamento de Escolas de Arouca expôs o plano “Bem-estar, um bem comum”, um conjunto de princípios e de medidas tendo em vista a promoção de um bom clima de escola beneficiador do serviço educativo e das aprendizagens (entre as quais a implementação de uma Carta de Conduta no contexto escolar), cujo teor esteve a cargo da directora, professora Amélia Rodrigues e da psicóloga Rita Noites, com a colaboração do grupo de autoavaliação.


ESPECIALISTAS CONVIDADOS DÃO CONTRIBUTO

Em consonância com os domínios que serviram de base aos planos delineados, a organização complementou o evento com as intervenções de dois especialistas convidados: Ana Sucena, coordenadora do Centro de Investigação e Intervenção na Leitura, do Instituto Politécnico do Porto, e Rui Marques, coordenador do Programa de Educação Relacional/Relational Lab. Ana Sucena sublinhou «a importância do desenvolvimento das competências de pré-leitura e leitura desde a primeira infância», enquanto Rui Marques explorou «a relevância da educação relacional nas escolas e o seu impacto no sucesso escolar».

EDUCAÇÃO, PILAR DO DESENVOLVIMENTO

Promotora da aplicação do PISA no seu território educativo, a autarquia relevou a educação como «um eixo central para o desenvolvimento sustentável e inclusivo do concelho» e apontou o contributo do projecto para o autoconhecimento das escolas: «O PISA para as Escolas reforçou a importância da autorreflexão, da partilha e da aprendizagem colaborativa como pilares para a implementação de ações de melhoria contínua, estando o município comprometido em dar continuidade ao apoio a iniciativas desta natureza».

Este evento contou com a colaboração dos alunos dos cursos profissionais de Técnico de Cozinha/Pastelaria e de Técnico de Restaurante/Bar do AE de Arouca. O projecto “PISA para as Escolas – Conhecer para Transformar” inseriu-se na oportunidade de financiamento “Planos de Ação das Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas da Área Metropolitana do Porto”, através do Plano de Recuperação e Resiliência. Manuel Matos/RV

Rui Marques

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