Nuno Cerca, o cientista e viajante inquieto, divulgou o seu último livro

O cientista arouquense Nuno Cerca, investigador no Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho, voltou à sua terra natal para apresentar o seu mais recente livro – “Até às magníficas dunas do Sossusvlei”. Não um tratado científico, mas a recuperação da narrativa da travessia que o versátil autor natural da vila de Arouca empreendeu com o irmão, Filipe Cerca, então quase médico, entre África do Sul e a Namíbia, com uma primeira breve paragem nos Emirados Árabes Unidos.

«Viajar sempre foi uma maneira de me perder para me encontrar»

«Este livro retrata uma viagem crua e autêntica de dois irmãos, contada com o olhar de quem viaja não apenas para observar, mas para viver a intensidade de cada momento. Entre cidades, desertos e savanas, o autor cruza fronteiras e explora um mundo de contrastes: do cosmopolitismo de Windhoek à dureza e simplicidade de Katutura, da imponência do Fish River Canyon às ondas bravias da Skeleton Coast, ou do silêncio absoluto do Sossusvlei, à vastidão selvagem de Etosha». Esta sinopse que acompanha o livro da Edições Rumo a Sul é apenas o apetitoso aperitivo para a intensa imersão proporcionada pelas 130 páginas que compõem o quinto livro das suas “escritas em viajem”. «Viajar sempre foi uma maneira de me perder para me encontrar», frisou Nuno Cerca diante do auditório que acompanhou a apresentação promovida pela Câmara Municipal de Arouca, na Biblioteca D. Domingos de Pinho Brandão, no Mosteiro de Arouca, no último sábado. Contadas na primeira pessoa, as inesquecíveis vivências corporizam-se sob a forma de peripécias, dificuldades, curiosidades, improvisos, supressas e desafios perante o desconhecido, diante de comunidades humanas únicas e paisagens naturais sublimes.

Cientista, escritor, fotógrafo amador e viajante inquieto

«Este livro é um relato pessoal, sem filtros, como se estivéssemos a ver um filme sobre realidades com contrastes brutais», comentou a anfitriã Margarida Belém, presidente da Câmara Municipal. «Acho extraordinário um cientista que tem tempo para se desligar da sua actividade e poder viver estas experiências únicas, valorizadas ainda mais por serem partilhadas com o irmão. Este livro de certa forma também fala de nós, arouquenses, porque é um arouquense que leva para fora o seu olhar e a sua forma de ser e que fruto dessa experiência regressa para partilhar com os arouquenses e com o mundo tudo aquilo que viu e viveu», destacou a autarca. No final da sessão, o cientista, escritor, fotógrafo amador e viajante inquieto que é Nuno Cerca surpreendeu os presentes com a oferta do livro – uma edição especial de tiragem limitada que o autor vem distribuindo gratuitamente como forma de «retribuir o apoio de muitas pessoas, conhecidas e desconhecidas», explicou Nuno Cerca, também autor de “916 para Pequim”. MMS/RV (texto e fotos)

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