COMUNICADO | Na última Assembleia Geral [AG] do F.C. Arouca, realizada no passado dia 3 de julho do corrente ano de 2026, por via de informação prestada pela Direção, foi decidido, por unanimidade dos sócios presentes, para esclarecimento cabal dos demais associados e do público em geral, tornar público o seguinte:
No final do mês de janeiro do presente ano aconteceu uma derrocada no talude do campo Afonso Pinto de Magalhães, propriedade do F.C. de Arouca, tendo arrastado consigo não somente as terras que o suportavam, mas também poste de iluminação e demais estruturas de suporte do referido campo. Como consequência direta e imediata de tal derrocada, e dada a extrema perigosidade da estabilidade do campo, o F.C. de Arouca viu-se forçado a cancelar todas as atividades desportivas aí regularmente realizadas, mormente por todas as camadas jovens que militam nos diferentes escalões dos campeonatos de futebol.
Em face do sucedido foi contactado o vizinho confrontante com o referido campo, o senhor Jorge Alexandre Ferreira, dado que nas obras que efetuou no seu terreno levou a cabo movimentação de terras na base do sobredito talude bem como arranque de vegetação em toda a sua extensão que foram, de forma inegável e incontroversa, a causa direta e objetiva da derrocada sendo o único e exclusivo responsável pela ocorrência.
Nesse referido contacto efetuado por dirigentes do F.C, Arouca no sentido de se encontrar uma solução para o ocorrido o dito senhor Jorge Alexandre Ferreira além de se escusar a qualquer responsabilidade teve uma atitude para os interlocutores de desprezo, arrogância e de má criação tendo-os expulsado da sua propriedade.
Na verdade, o referido talude, para além de que é fato comumente assente pertencer ao prédio da quota superior, desde que há memória sempre foi do F.C. de Arouca que sempre aí plantou e abateu árvores e cuidou da sua estabilidade. Tal pode ser facilmente comprovado quer documentalmente quer por todos os dirigentes ainda vivos que passaram pelo F.C. de Arouca sem qualquer dúvida ou hesitação.
No entanto a ser verdade que o talude pertença ao senhor Jorge Alexandre Ferreira conforme afirmou, o que é manifestamente falso, a responsabilidade pela derrocada do mesmo terá que inelutavelmente lhe ser assacada pelo dever inerente ao cuidado Posto isto o F.C. de Arouca notificou o senhor Jorge Alexandre Ferreira por carta registada com aviso de receção para proceder à reparação/estabilização do talude e assegurar a reparação e recolocação dos postes de iluminação e demais estruturas danificadas pela derrocada. Tal notificação foi olimpicamente ignorada, o que não foi de estranhar dado a bizarra e incompreensível atitude tida mo contacto presencial.
Em face da inoperacionalidade do campo do F.C. de Arouca, fruto da extrema perigosidade para os utilizadores, e por forma a evitar que todas as competições do futebol jovem fossem canceladas, o F.C. Arouca celebrou um protocolo com a União Desportiva de Mansores, a quem aqui se deixa um louvor pela solidariedade demonstrada, para que os jovens pudessem treinar e competir nos diferentes escalões. Contudo tal solução, precária por definição, acarretou e acarreta sérias dificuldades quer para os jovens praticantes quer para as suas famílias dada a distância que têm que percorrer de todas as vezes que têm que treinar ou competir com os óbvios inconvenientes que daí decorrem, mormente o desempenho de algumas equipas que claramente foi deficitário em relação ao que seria a sua normal prestação.
No presente momento o F.C. de Arouca está reduzido a lançar mão judicial contra o senhor Jorge Alexandre Ferreira para repor a situação prévia à derrocada. Na verdade, não pode por meios próprios fazer o quer que seja por estar impedido de entrar na propriedade do referido senhor nem tão pouco obrigá-lo a fazer o que lhe é devido sem ser pelo caminho da justiça.
Por último a Assembleia Geral do F.C. de Arouca deixa uma nota de profundo pesar pela atitude do senhor Jorge Alexandre Ferreira que demonstrou, além de arrogância e prepotência com que tratou os emissários do F.C. de Arouca, falta de solidariedade e consideração para com uma instituição de referência em Arouca, na região e no País, falta de postura cívica e desprezo por todos as centenas de jovens praticantes do futebol de formação e respetivas famílias ao obrigá-los a esforço adicional e significativo para poderem continuar a abraçar o que amam, o Desporto. A Mesa da Assembleia GeraI do FC Arouca

