O auditório da Loja Interactiva de Turismo de Arouca acolheu a sessão oficial de encerramento da primeira edição do Projecto “Cinturão dos Valores”. A iniciativa culminou com a outorga do Cinturão Branco dos Valores, insígnia que formaliza o compromisso dos participantes com os vetores éticos e deontológicos que devem reger a práxis desportiva e a conduta cívica em sociedade.
Como salientam os coordenadores do projecto Alberto Rocha e Emílio Ferreira «mais do que uma iniciativa desportiva, este projecto traduz uma convicção fundamental: o verdadeiro valor do desporto não se mede apenas pelos resultados, pelas classificações ou pelas medalhas, mas pela sua capacidade de contribuir para a formação da pessoa e para a valorização dos princípios que sustentam a vida em comunidade. E, num tempo em que o progresso tecnológico avança a um ritmo sem precedentes, importa recordar que o conhecimento nos permite alargar horizontes, mas são os valores que orientam as nossas escolhas e conferem sentido às nossas acções».
O projecto iniciou-se em Junho de 2025 e decorreu ao longo de um ano desportivo, na Escola de Choy Lee Fat de Arouca, contando com a participação de 14 atletas. Na génese promocional do mesmo esteve a Federação Portuguesa de Artes Marciais Chinesas que contou com o apoio da Câmara Municipal de Arouca.
Esta cerimónia de encerramento teve a honra de contar com os atletas, familiares, treinadores e coordenadores, bem como a representação institucional do presidente da Federação Portuguesa de Artes Marciais Chinesas, Jorge Teixeira; Margarida Belém, presidente da Câmara Municipal de Arouca; José Mário Cachada, embaixador para a Ética no Desporto, em representação do director regional Norte do IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude); e José Lima, coordenador do PNED (Plano Nacional de Ética no Desporto).
Desta sessão de encerramento constou a projecção de um vídeo com o testemunho dos atletas, treinador, coordenadores do projecto e entidades promotoras; seguindo-se a apresentação dos resultados obtidos, uma mesa redonda e a intervenção dos convidados; terminando com a imposição do cinturão branco aos 14 atletas participantes por terem atingido o nível ético pós-convencional, o nível do raciocínio moral baseado em princípios éticos universais e raciocínio abstrato, numa linguagem de Kolhberg.
«Que esta primeira edição represente apenas o início de um percurso que continue a promover o respeito, a honestidade, a responsabilidade e a integridade como referências essenciais para a formação de cidadãos e para a construção de uma sociedade assente na dignidade humana e no bem comum». MC