O Fórum Comunitário de Canelas e Espiunca lançou, na penúltima semana de Julho, um Fórum Comunitário Infantil, no qual crianças de União de Freguesias reflectiram sobre os seus desejos para o futuro da sua localidade.
A primeira iniciativa decorreu no âmbito do ATL de Verão, onde foi explicado às crianças o que é um fórum comunitário, por membros do secretariado do Fórum Comunitário de Canelas e Espiunca.
Foram colocadas três questões prévias, a que as crianças responderam com ajuda de pais e encarregados de educação: o que menos gosto na minha terra?; o que mais gosto na minha terra?; e o que gostaria que o Fórum fizesse por mim ou pela minha terra?
Depois, no contexto do ATL, foram criados grupos de trabalho e desenvolvidos cartazes, com frases e/ou ilustrações, alusivos às respostas trazidas pelas crianças.

Em relação ao que não gostam na sua terra, destacaram-se temáticas relacionadas com poluição, incêndios, animais abandonados, trânsito e turistas, bem como problemas na rede wi-fi. Já sobre o que gostam, as crianças de Canelas e Espiunca destacaram a natureza e o rio, as festas e romarias, o rancho folclórico e momentos de comes e bebes, demonstrando assim o seu apego à cultura e tradições locais, a par do património natural.
O Fórum Comunitário de Canelas e Espiunca, onde o Fórum Comunitário Infantil se integra, irá, posteriormente, reflectir sobre as propostas apresentadas pelas crianças e que são: existência de um parque infantil aberto à comunidade; relvado sintético e novas balizas no poli-desportivo de Canelas; mais festas da espuma; mais informação e sensibilização para a não colocação de lixo na rua e mais incentivos à reciclagem; rejeição do uso de foguetes; aulas de zumba infantil e sessões de cinema ao ar livre.
Estas propostas demonstram um extraordinário sentido crítico e de proactividade das crianças de Canelas e Espiunca. Com esta iniciativa, fica clara a capacidade das crianças de pensarem sobre a sua terra e contribuírem positivamente para o desenvolvimento da comunidade, sendo, por isso, fundamental que elas sejam escutadas e possam, efectivamente, ser parte activa nos processos comunitários.
