5.ª jornada
14 de Setembro 2025
Estádio Municipal de Arouca
Espectadores: 1358
Árbitro: Ricardo Baixinho (AF Lisboa), auxiliado por Andreia Sousa e Hugo Ribeiro.
VAR: Vasco Santos (AF Porto).
FC Arouca – João Valido; Tiago Esgaio, Matías Rocha, Fontán e Dante; Pedro Santos (Puche, 69) e Fukui (David Simão, 45), Pablo González (Hyunju, 45), Djouahra (Barbero, 63) e Trezza (Mansilla, 63); Dylan Nandín.
Suplentes não utilizados: Nico Mantl, Alex Pinto, Popovic e Espen Van Ee.
Treinador: Vasco Seabra
Casa Pia – Sequeira; André Geraldes, José Fonte e David Sousa; Nhaga (Mohamed, 55), Seba Pérez (Livramento, 84), Larrazabal e Benaissa (Prieto, 71); Livolant, Tiago Morais (Osundina, 55) e Cassiano (Miguel Sousa, 84).
Suplentes não utilizados: Azevedo, Tchamba, Svennson e Kaique.
Treinador: João Pereira
Ao intervalo: 0-1
Marcador: 0-1 (Cassiano, 14); 1-1 (David Sousa, 63).

Lobos bateram contra o bloco de gansos lisboetas
Perder custa, aos adeptos e, sobretudo, a quem anda lá dentro. E custa ainda mais porque a vitória nesta altura seria boa almofada para consolidar o arranque de campeonato. Porém, a equipa lisboeta assumiu o mérito da vitória e dos respectivos três pontos porque foi a melhor em campo. Vasco Seabra já tinha alertado, na antevisão, para a forma coesa e difícil como os gansos se apresentam habitualmente diante dos seus adversários. Os lobos estavam avisados, mas, apesar disso, não conseguiram durante toda a primeira parte libertar-se da pressão dos visitantes. Apertado na hora de construir, o FC Arouca teve dificuldades em desenvolver jogo e ficou-se por um lance perigoso – um forte remate de Dante sacudido pelo guardião Sequeira aos 11 minutos. Proactivo na estratégia montada, o Casa Pia ameaçava e marcou cedo (14’), aproveitando as dificuldades na primeira construção que levaram Fukui a colocar a bola em Larrazabal, que logo a girou para o remate certeiro de Cassiano. Complicava-se ainda mais a tarefa da equipa arouquense, que não atingiu piores proporções porque João Valido esteve por duas vezes em grande (7’ e 20’) no duelo com o perigoso extremo francês Livolant.

Um jogo à beira das 40 faltas!
O FC Arouca estava a precisar do intervalo para rever ideias e opções e elas chegaram mais operacionais com as imediatas entradas de David Simão e Hyunju. A experiência do português deu maior equilíbrio à equipa e o sul-coreano acelerou os processos. O FC Arouca estava melhor, foi conquistando território e já chegava mais vezes à grande área. Os votos de um golo que igualasse a partida estavam ainda em vigor, mas outro brasileiro, o estreante David Sousa, meteu-se entre os centrais e cabeceou para o 0-2 na sequência de um livre aos 67 minutos. Duro golpe num jogo que estava difícil de contornar face ao bloco baixo do adversário, agravado pelas sucessivas interrupções: que tipo de futebol cabe num jogo com 39 faltas (17-22) e 42% de tempo útil, incluindo uma interrupção de 5 minutos para recuperar um apagão numa das torres de iluminação?

Um encontro que não deixa saudades
Neste cenário competitivo negativo que ia favorecendo ainda mais os visitantes, Barbero, de cabeça (70’), e Puche, num grande remate, estiveram perto de reduzir, mas o tempo de descontos foi também de sorte para a formação arouquense, com os casapianos a perderem duas enormes oportunidades para dilatar o marcador. Um jogo da Liga que não deixa saudades, cravado ainda por 9 cartões amarelos (2-7), mais 2 vermelhos para os elementos do banco Joel Pinho, delegado ao jogo do FC Arouca, e Ivo Figueira, massagista do Casa Pia. Cumpridas cinco jornadas, o FC Arouca ocupa o 11º lugar, com 5 pontos, a dez do líder FC Porto. MMS/RV (fotos: Avelino Vieira)
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Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «Nós não fizemos um bom jogo e a nossa entrada em jogo também não foi com a melhor atitude. Ficamos mais intranquilos e começamos a jogar contra nós mesmos e contra o Casa Pia. Até ao intervalo, foi difícil nós conseguirmos acalmar a equipa. Na segunda parte, apesar de termos um volume de jogo muito alto e de conseguirmos empurrar o Casa Pia para trás, não tivemos um jogo altamente fluído. Foi um mau jogo nosso, mas sabemos da qualidade do nosso plantel.»
João Pereira (treinador do Casa Pia): «Tínhamos a intenção de condicionar o jogo do Arouca e conseguimos, sobretudo na primeira parte. Na segunda parte o jogo foi mais dividido. Todos nós sabemos que muitas vezes as equipas ganham tendo menos posse de bola. Tivemos cinco grandes oportunidades, quatro delas em frente ao guarda-redes. Cumprimos o plano de jogo e arrisco-me a dizer que o resultado é escasso.»
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