11.ª jornada
7 de Novembro 2025
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.
Espectadores: 1856
Árbitro: Cláudio Pereira (AF Aveiro), auxiliado por Tiago Costa e Sérgio Jesus.
VAR: Manuel Mota (AF Braga).
Estoril – Joel Robles; Pedro Carvalho (Fero, 45), Kévin Boma, Félix e Bacher; Gonçalo Costa (Tiago Parente, 65), João Carvalho e Lominadze (Peixinho, 45; Guitane, 77); Holsgrove, Begraoui e Lacximicant (Tiago Brito, 72).
Suplentes não utilizados: Martin, De Paula, Pizzi e Alejandro Marqués.
Treinador: Ian Cathro
FC Arouca – Nico Mantl; Tiago Esgaio (Dylan Nandín, 71), Popovic, Fontán e Solà; David Simão (Pablo Gozálbes, 71), e Fukui; Lee Hyunju (Omar Fayed, 84), Puche (Alex Pinto, 71); e Djouahra; Barbero (Trezza, 45).
Suplentes não utilizados: João Valido, Pedro Santos, Espen van Ee, Mansilla.
Treinador: Vasco Seabra
Ao intervalo: 2-2
Marcador: 0-1 (Fukui, 5); 1-1 (Fukui, auto-golo, 10); 1-2 (Djouhara, 31); 2-2 (Kévin Boma, 43); 3-2 (Holsgrove, 51); 3-3 (Djouhara, 74); 4-3 (João Carvalho, 86).

Permeabilidade defensiva atropela lobos na Amoreira
Sete golos na Amoreira foram espectáculo para o futebol, mas péssimo resultado para o FC Arouca, que não só esbanjou algumas boas oportunidades, como atingiu a marca de 30 golos sofridos em onze jornadas, aos quais acresce mais um golo consentido, em Portimão, para a Taça de Portugal. Uma altíssima vulnerabilidade defensiva que continua a comprometer os objectivos a cada jornada que passa. Os factos estão à vista: a defender o FC Arouca assemelha-se a manteiga no mês de Agosto. O quarteto defensivo, mais os médios e atacantes que recuam na tomada de posições não formam uma muralha dura, agressiva, quer nas marcações quer na atenção às movimentações dos adversários. Muito trabalho ainda por concretizar na melhoria desta disfunção da equipa arouquense.
Duas vantagens e um empate perdidos
Na verdade, foi um resultado que se assume como frustrante. A equipa arouquense esteve por duas vezes em vantagem e perdeu-a já perto do intervalo. Após o recomeço, Lee Hyunju (46’) teve nos pés novo adiantamento no marcador, mas atirou ao lado. O FC Arouca desperdiçava e cinco minutos depois leva o 3-2 de Holsgrove. A equipa corre atrás do prejuízo e Djouahra (74’) consegue igualar o marcador a três golos, deixando ainda para os pés de Pablo (76’) nova oportunidade para fazer o 3-4, o que não aconteceu.
Desperdício e moleza defensiva formaram cocktail penalizador
Desperdício na finalização alinhado com moleza defensiva terminaram em festa canarinha assinada por João Carvalho já na parte final do jogo. Trezza (88’) ainda teve a ocasião de resgatar um ponto, mas frente a Robles não conseguiu desfeitear o guardião. Tudo somado, o FC Arouca sai altamente penalizado depois de ter marcado três golos na casa do adversário, que, depois de ter arrasado o Rio Ave com quatro golos, volta a atirar a matar sobre os lobos de Arouca, lobos que, assim, caem na tabela com apenas 9 pontos angariados. MMS (fotos: Liga Portugal)
DECLARAÇÕES NO FINAL DO JOGO
Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «Temos que arrepiar caminho porque não nos chega dizer que fizemos coisas muito boas. Fizemos de facto coisas muito boas, marcamos três golos fora, mas sofremos quatro golos. É momento de falarmos menos e de fazermos mais. Tivemos condições para sairmos daqui vencedores, até por alguma margem, porque temos as melhores oportunidades, claras, do jogo, e acabamos por sair do jogo frustrados porque marcamos três golos fora a acabamos por perder o jogo por 4-3.
Vamos ter a paragem [do campeonato], é um momento importante para nós para conseguirmos respirar e voltarmos com essa necessidade competitiva de conseguirmos evitar que fiquemos tão ansiosos e nervosos sempre que a bola chega perto da nossa baliza. No resto do jogo, nós conseguimos competir e lidar com o jogo. Acabamos por sofrer dois golos de canto, um golo de lançamento, são muitas incidências que caem negativamente para o nosso lado.
Continuo a acreditar muito que temos plantel, qualidade e processo para conseguirmos ir para cima na classificação e fazermos um época mediante aquilo que nós perspectivamos, mas não podemos continuar a falar, só, e depois, a seguir, chegarmos ao jogo e concedermos tantos golos ao adversário. Temos que nos fechar e corrigirmos o que temos para corrigir. Nunca me aconteceu ter sofrido tantos golos em tão poucas jornadas. A verdade é que estamos a sofrer muitos golos. Criamos muitas oportunidades, mas ao mesmo tempo também concedemos oportunidades ao adversário para os fazer.»
PRÓXIMOS JOGOS FCA
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AD Fafe – FC Arouca (14h00, Canal 11)
12.ª jornada (2ª feira. 01/12)
FC Arouca – SC Braga (20h15)
13.ª jornada (dom. 07/12)
E. Amadora – FC Arouca (18h00)