Dilma Quaresma apresentou “Palavras que nos levam além da Alma”

Dilma Quaresma está de volta à escrita e à intensa vontade de partilhar sentidos de vida com os leitores. A professora nascida na freguesia de Moldes continua em forma e acaba de apresentar novo livro – “Palavras que nos levam além da Alma”. O terceiro, depois de uma primeira aventura no universo da poesia – “Das Entranhas da Serra ao Alto dos Céus” – e de uma primeira passagem pela prosa, patente no conto pedagógico “O Inteligente Avô Manuel”.

Academia Sénior de Arouca acolheu a apresentação

Aposentada do ensino oficial, a professora, contudo, não cessou as funções comunitárias e mantém-se colaboradora no currículo das artes na Academia Sénior de Arouca, precisamente a casa que acolheu a apresentação pública da nova obra poética, editada pela Mimos e Livros.

Em tarde quente, mas de sala cheia, o presidente da associação, Carlos Sousa, agradeceu. «A ASARC é uma associação constituída para proporcionar o bem-estar à população sénior e a professora Dilma é uma das pessoas que tem contribuído para este nosso objectivo, com a partilha da sua arte e do seu conhecimento. É a primeira vez que a Academia tem esta iniciativa de colaborar no lançamento de um livro, o livro de uma autora que escreve com sensibilidade e paixão», referiu, em nome da associação anfitriã.

«Gostamos do que a Dilma escreve»

Na apresentação, que foi enriquecida pelos cantos e corais das Cantadeiras de Cabreiros, as primeiras palavras sobre o novo livro vieram de João Carlos Brito, representante da editora.

«Estamos aqui a testemunhar um pouco da vida da Dilma Quaresma. Gostamos do que ela escreve. Estão condensados nestas 60 páginas os últimos oito anos da vida da Dilma. É um livro muito próprio, tem muito do que ela é. O livro é uma selecção de poemas dispersos que ela publicou em várias colectâneas e outros textos inéditos», explicou, sobre uma edição que teve o apoio da Junta de Freguesia de Moldes e da União de Freguesias de Arouca e Burgo.

João Guimarães

João Guimarães enalteceu as virtudes humanas e estéticas da autora

Amigo de longa data da autora arouquense e apresentador de trabalhos anteriores, João Guimarães conduziu com mestria a apresentação de um livro que, diz, «reflecte a beleza da alma humana».

«A professora Dilma não é apenas uma mestra da sala de aula, é uma mestra da vida porque, com mais esta obra, continua a ensinar-nos lições valiosas. A Dilma é um exemplo de sensibilidade humana. Formou gerações no contexto escolar, mas a sua influência vai além disso. É uma figura serena, simples e humilde, características cada vez mais raras de encontrar numa só pessoa. Ela tem particularidades – está sempre em busca de conhecimento, não apenas para ela, mas para o partilhar, e está sempre disponível para ajudar, pois no seu coração cabe o mundo inteiro, as tristezas e as alegrias», começou por dizer João Guimarães.

Cantadeiras de Cabreiros

«Dilma canta o amor e a paz»

«É este coração vasto e é esta alma límpida que depois transparecem nas páginas deste livro. Este livro é um espelho que nos reflecte a beleza da alma humana. Esta obra é uma coletânea de reflexões em forma de poesia que nascem da observação que a Dilma faz a cada momento do mundo, das pessoas e das coisas. Ela tem o dom de transformar o quotidiano, as emoções mais simples e os grandes conceitos. Ela canta o Amor em todas as suas formas, o amor pelos outros, o amor pela natureza e o amor pela vida. Canta a paz como um estado de espírito que se cultiva, quer a paz exterior quer a paz interior, canta também a sabedoria nos pequenos detalhes da vida. Os seus poemas abordam temas universais e intemporais. Ela convida-nos a reaprender a viver com autenticidade. É um livro para ser sentido e partilhado», prosseguiu.


«Um farol em tempos de incerteza, uma melodia em tempos de silêncio, a verdade num mundo de superficialidade»

«A Dilma gosta de nos fazer questionar, nunca diz o que devemos pensar, mas indica os caminhos que devemos percorrer para pensarmos a vida de uma forma mais profunda. O que estamos aqui a fazer com o nosso tempo? Estamos a valorizar as pequenas-grandes maravilhas da vida? Estamos a praticar a bondade, a compreensão e a empatia? Estamos a acreditar nas nossas forças e a aplicá-las em benefício do bem-comum? Ela quer-nos oferecer um farol em tempos de incerteza, gosta de oferecer uma melodia em tempos de silêncio e, acima de tudo, a verdade num mundo cheio de ruído e superficialidade, ela convida-nos a ver a beleza onde muitos não a enxergam», concluiu João Guimarães acerca da força estética e humanista que emana dos 45 poemas que compõem “Palavras que nos levam além da alma”.

Dilma Quaresma: «Temos que alimentar o nosso interior»

Surfando a mesma onda da autenticidade, Dilma Quaresma aproveitou a ocasião para reforçar aquilo em que acredita. «Muitas vezes esquecemo-nos de alimentar a alma, pode ser com uma música, um livro, uma brincadeira, uma boa acção, um mero convívio… as grandes coisas da vida dependem da satisfação das pequenas coisas. É preciso aprendermos a construir uma sociedade de carinho e paz. É impossível viver sem diálogo. Temos que alimentar o nosso interior, é uma forma de ter menos recaídas na vida», aconselhou. MMS/RV (texto e fotos)  

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