SOCIEDADE
 
Poesia fechou as Jornadas de Ciência
 
Rita Dias
Comunidade arouquense reflectiu sobre a construção e valorização do seu território
 
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Começaram com Filosofia e terminaram com Poesia as III Jornadas de Ciência de Arouca, promovidas pelo Agrupamento de Escolas de Arouca (AEA), o Círculo Cultura e Democracia (ACCD) e a Câmara Municipal de Arouca (CMA). No segundo dia de trabalhos, que decorreu na Loja Interactiva de Turismo, foi dada voz aos alunos, que mostraram como a escola intervém no território.

Aproveitar as parcerias e motivar o empreendedorismo
O painel "Território, Demografia e Ordenamento", moderado pelo docente de Geografia do AEA, Abílio Sousa, integrou a exposição de experiências de educação para o empreendedorismo promovidas em escolas básicas e secundária do concelho. Crianças do ensino básico de Rossas e Moldes subiram ao palco e contaram as múltiplas ideias de negócio que produziram em ateliers de empreendedorismo e que apresentaram à comunidade. Em estilo empreendedor estiveram ainda os recursos tecnológicos de larga aplicação, criados no projecto Curadoria Digital implementado na EB Arouca. De alunos e ex-alunos do ensino secundário do AE Arouca e do AE Escariz vieram ensaios bem-sucedidos, nascidos das interações positivas da escola com fortes parceiros locais de valorização do território. Rita Dias frequentou na ESA o Curso Profissional de Auxiliar de Saúde, e o Concurso de Jovens Empreendedores foi oportunidade para idealizar e não deixar cair um plano de negócio sustentado em sementes e frutos locais, a que chamou "Maria Granola". Também Andreia Lima resolveu avançar, apostando nas "Barcas de Mansores", assim que concluiu o Curso Profissional de Restauração-Cozinha/Pastelaria. Fátima Pinho, Mariana Almeida e João Fernandes estão no curso de Ciências Socioeconómicas do AE Escariz e mantêm de pé a ideia de uma marca de gelados "ArouCream", envolvendo os doces conventuais.

Demografia e os desafios do ordenamento
Em duas conferências de grande clareza conceptual e prática, João Peixoto, professor catedrático da Universidade de Lisboa, e João Ferrão, investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, trouxeram ao auditório pistas cruciais para quando se pensa o ordenamento e o desenvolvimento. O primeiro, alertando para a importância do conhecimento do comportamento dos indicadores demográficos. "Há cada vez menos crianças à volta da árvore de Natal", referiu o investigador, mas há muitos outros problemas a atingir o equilíbrio dos territórios, entre os quais o do despovoamento. O segundo, abordou as complexidades éticas e jurídicas do ordenamento, sempre alvo de leituras diferentes (da parte de quem planeia e da parte de quem sofre os efeitos) e da rigidez das normas. Desmobilizando uma série de conceitos do senso comum, vincou que "os territórios não são ilhas, são fluxos", exemplificando que Arouca-concelho não são apenas os seus 22 mil cidadãos residentes, mas também os que estão fora e mantêm os laços, e os que não sendo de Arouca, com ela têm ligações.

Território também é cultura e poesia
Poesia, escrita e criação preencheram o penúltimo painel, moderado por Olga Soares, coordenadora do Departamento Curricular de Línguas da AEA. Momento peculiar que teve a presença da conceituada escritora e professora associada da Universidade do Porto, Ana Luisa Amaral. A criação poética da autora (reconhecida nacional e internacionalmente) foi ponto de partida para animado debate sobre "a linguagem criativa, potenciadora do exercício da cidadania e, por isso, fundamental para a relação entre seres humanos e mundo", ao qual se juntaram as experiências de escrita de jovens autores, alunos e ex-alunos do AEA, como Ana Beatriz Costa, Ana Miguel Carvalho, Hélder Antunes, André Vilar e Nuno Cerca.
Coube a Manuel Sobrinho Simões, professor catedrático da Universidade do Porto e director do IPATIMUP, gerir a mesa redonda final. Elogiando Arouca pelas suas "condições excepcionais" e o agrupamento escolar pela "dinâmica e capacidade de mobilização do conhecimento e da comunidade", testou as propostas dos parceiros locais para a valorização do seu território.
Amélia Rodrigues, Manuel Brandão Alves e Margarida Belém, representantes das entidades promotoras, reiteraram, no encerramento, o êxito da iniciativa que, mais uma vez, congregou o contributo de grandes especialistas e a motivação dos diversos parceiros da comunidade arouquense na reflexão sobre a construção e valorização do seu território. Caía o pano sobre as primeiras jornadas de Ciências Sociais, que foram também palco de aprendizagem e de apoio logístico dos alunos dos Cursos Profissionais de Turismo, Multimédia, Animação Sócio-Cultural e Restauração do Agrupamento. 2017-12-17 Manuel Matos Sousa
 
Arouca

Sábado, 18 de Agosto de 2018

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