As vozes de Arouca fizeram-se ouvir além-fronteiras, numa presença marcante na sede da UNESCO, em Paris. As Cantadeiras do Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses apresentaram, com autenticidade e emoção, o canto polifónico feminino de matriz rural, dando a conhecer um património vivo que reflecte a identidade colectiva do território.
A deslocação contou com a presença da presidente da Câmara Municipal, Margarida Belém. O momento assume especial relevância numa fase em que está em preparação a candidatura do canto a vozes a Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A participação das Cantadeiras do Conjunto Etnográfico de Moldes integrou a Welcome Ceremony for Newly Designated and Revalidated UNESCO Global Geoparks and Certificate Handover, cerimónia onde o Arouca Geopark recebeu oficialmente o certificado de revalidação como Geoparque Mundial da UNESCO por mais quatro anos. Um reconhecimento que reforça o trabalho desenvolvido ao longo dos anos na valorização do património geológico, na promoção da sustentabilidade e no desenvolvimento local.
Para Margarida Belém, “este é um momento muito marcante, que nos afirma, junto da UNESCO, como um território com uma identidade forte. E afirma-nos, não só pela revalidação do certificado Geopark, como também mostra ao mundo que temos um património singular, nomeadamente no que diz respeito ao canto polifónico feminino, que estamos a trabalhar para que seja reconhecido por esta instituição como Património Cultural e Imaterial da Humanidade”, destacando ainda que “a ida das Cantadeiras do Conjunto Etnográfico de Moldes a Paris é a demonstração viva de que o conceito de Geopark extravasa o âmbito da ciência, abrange a cultura, as raízes, mas sobretudo as pessoas e as suas dinâmicas, e pode ser a base estrutural, tal como a geologia, para o reconhecimento do nosso património nas mais variadas vertentes”. GCCMA
