“Não podemos falar na floresta só quando há incêndios”

“Temos de falar na floresta naquilo que é o potencial, nomeadamente o nível económico”, adiantou o presidente da Forestis (Associação Florestal de Portugal), Carlos Duarte, na sessão de abertura do workshop “Incêndios Florestais – Prevenção e Comportamento de Emergência”, no âmbito do projecto Advance Forest, no auditório dos Bombeiros Voluntários de Arouca. O evento contou com uma vasta adesão de público.

Carlos Duarte salientou que esta acção integrada no âmbito do Advance Forest é de maior importância, porque “é crucial que haja uma promoção de uma gestão activa da Floresta”. O dirigente associativo vincou que a floresta é fundamental “não só pela dimensão económica, ambiental, territorial e paisagística, mas também para o país naquilo que tem a ver com o seu território”.

Carlos Duarte

O líder da Forestis elogiou a qualidade dos oradores convidados, focando a relevância da disseminação do conhecimento sobre a prevenção e combate de incêndios florestais: “todos eles na sua área têm um saber, que partilhado colectivamente, é fundamental para que possamos fortalecer a capacitação de todos aqueles que no território têm responsabilidade, sensibilizando para aquilo que estão a fazer, para reduzirmos o risco de incêndio e a gestão dos espaços florestais”, atestou.

O conhecido investigador Paulo Fernandes, da UTAD, Albano Teixeira, comandante Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto, José Carlos Pinto, coordenador Municipal da Protecção Civil de Arouca e Paulo Bessa, chefe do Núcleo Sub-Regional da AMP e ICNF, constituíram o painel de oradores convidados. Por sua vez, Cristina Azurara, perita coordenadora região Norte da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) e André Rodrigues, professor do departamento de protecção civil da Universidade Lusófona.
Durante a tarde, na visita de campo, coordenada por Paulo Bessa e Filipe Amorim, ambos do ICNF, realizaram-se várias paragens em pontos estratégicos de visualização de parcelas de fogo controladas. Em algumas dessas áreas, foi possível observar a aplicação do fogo como ferramenta de gestão de combustíveis e redução do risco de incêndios.

O Advance Forest é um projecto financiado pelo Fundo Ambiental, liderado pela Forestis, em parceria com a Fenafloresta e a Biond.

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