1ª jornada
9 de Agosto 2025
Estádio Municipal de Arouca
Espectadores: 2003
Árbitro: Sérgio Guelho (AF Guarda), auxiliado por Hugo Santos e José Pereira.
VAR: Rui Silva (AF Vila Real)
FC Arouca – João Valido; Alex Pinto, Popovic, Fontán e Solà (Danté, int.); Pedro Santos (Mateo Flores, 77) e Fukui (Puche, 70); Lee Hyunju (Mansilla, 87), Trezza e Naïs Djouahra (David Simão, 70’); Dylan Nandín.
Suplentes não utilizados: Nico Mantl, Tiago Esgaio, Loum e Barbero.
Treinador: Vasco Seabra
AVS – Bertelli; Aderllan Santos, Devenish, Kiki Afonso e Algobia (Nenê, 57); Jaume Grau e Rafael Barbosa (Diego Duarte, 81); Pedro Lima (Tiago Galletto,67), Akinsola e Edson Mucuana (Gustavo, 81); Jordi Escobar (Neiva, 57).
Suplentes não utilizados: Pedro Trigueira, João Gonçalves e Machado.
Treinador: Paulo Sousa
Ao intervalo: 1-0
Marcador: 3-1 (Trezza, 8); 2-0 (Näis Djouahra, 54); 3-0 (Trezza, 61); 3-1 (Nenê, 90).

Vitória justa deixa muitas promessas de bom futebol
O FC Arouca passou com distinção o primeiro teste oficial da temporada, ao receber e bater o AVS por um resultado significativo. Mais do que os três pontos amealhados, a primeira vitória no campeonato deixou água na boca para aquilo que a equipa de Vasco Seabra pode ainda vir a fazer com o decorrer das jornadas. Os lobos, não obstante algumas quebras naturais nesta altura da época, mostraram momentos de futebol envolvente e dinâmico, mostrando-se quase sempre superiores ao seu adversário, que não contou com o seu principal timoneiro no banco, José Mota, em virtude de estar a cumprir medida disciplinar. João Valido e os reforços Solà, Lee Hyunju e Djouahra foram as novidades no onze escalado por Vasco Seabra que, logo aos 8 minutos, viu o uruguaio Alfonso Trezza regressar ao campeonato de forma endiabrada, apontando o primeiro golo depois de uma assistência elaborada a partir da esquerda pelo novo médio ofensivo sul-coreano que o Arouca adquiriu ao Bayern de Munique. Os lobos começavam bem o jogo, futebol trabalhado e corrido, com Pedro Santos tremendo na capacidade de trabalho a meio-campo e o rápido francês Djouahra a dar boas cartas na esquerda. Dylan também estava faminto de golos e dava luta constante, levando os visitantes a sentirem algumas dificuldades face ao melhor cheiro a futebol dos donos da casa, mas, ainda assim, Escobar e Rafael Barbosa (um dos melhores dos forasteiros) desperdiçaram o empate já depois da meia hora de jogo.
Danté, Djouahra e Trezza de alta cilindrada
A caminho do intervalo o ritmo quebrou, mas do balneário a equipa arouquense trouxe novas instruções, entre as quais a saída do estreante e já amarelado Arnau Solà. Chamado ao jogo, o lateral esquerdo Amadou Danté cedo acrescentou segurança, poder e profundidade pelo corredor. O Arouca tornava a estar perigoso e em poucos minutos resolveu o jogo. Dando razão à boa exibição que vinha fazendo, Djouahra atirou rasteiro para um golo vistoso que fez o 2-0. Pouco depois, Trezza voltou à evidência – após um bailado de Fukui à entrada da área, disparou de primeira para a baliza, concretizando o golaço da noite. A equipa proveniente das Aves procurava reduzir os estragos, mas apenas conseguiu ser mais perigosa nos últimos 15 minutos, quando o Arouca intensificou as alterações e os ajustamentos ao jogo não foram tão eficazes. Foi já no fim que o veterano Nenê, de 42 anos, marcou o golo de honra diante de um Arouca que deixou indicações bem promissoras, quer individuais quer colectivas. MMS/RV (fotos: Liga Portugal)
BOMBEIROS E JORGE COSTA HOMENAGEADOS
O jogo da 1ª jornada da Liga em Arouca foi também momento de homenagear os Bombeiros Portugueses envolvidos há semanas no ataque a múltiplos incêndios, tendo as equipas entrado em campo acompanhados por representantes dos Bombeiros Voluntários de Arouca. Conforme decretado pelo Liga Portugal, foi também cumprido, com absoluto respeito, um Minuto de Silêncio em memória de Jorge Costa, antigo jogador do FC Porto e da Selecção Nacional falecido a 5 de Agosto, tendo ainda ambas as equipas alinhado com simbólicos fumos negros nas camisolas.
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Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «Estou muito satisfeito com a equipa. Desde o início quisemos ser dominadores, tanto na primeira como na segunda parte fomos muito fortes nos corredores. É importante a forma como criamos oportunidades e tivemos a capacidade de ser eficazes marcando três golos. Na parte final não mantivemos a mesma qualidade, mas é uma vitória justa que realça a exibição da equipa. Temos de continuar com os pés assentes no chão porque vamos ter de continuar a trabalhar muito.»
Paulo Sousa (treinador-adjunto de José Mota, castigado): «Este jogo resolveu-se pela eficácia. Essa foi a nossa dificuldade. Nos primeiros quinze minutos o Arouca superiorizou-se, mas até ao intervalo foi a nossa equipa que teve as melhores oportunidades, se as tivéssemos feito teríamos outra estabilidade para a segunda parte. Na segunda parte procuramos ter mais bola e ir à procura do golo, mas fomos surpreendidos pelo segundo golo do Arouca, que foi um justo vencedor porque primou pela eficácia que não tivemos.»
PRÓXIMOS JOGOS
2ª JORNADA
(domingo, 17/08)
Sporting – FC Arouca (20h30)
3ª JORNADA
(referência, 24/08)
FC Arouca – Rio Ave