O realizador Paulo Fajardo e o compositor da banda sonora João Francisco foram os convidados para a noite cinematográfica de sábado, 22 de Fevereiro, promovida pelo Cine Clube de Arouca, em parceria com a Academia Sénior de Arouca (ASARC). Em exibição esteve o filme “A Almería de Leone”, um trabalho exclusivo sobre a obra do realizador italiano Sergio Leone, falecido em 1989.
O filme constrói-se a partir de dados documentais e essencialmente de uma impressionante viagem empreendida pelo autor português até Almería, no Sul de Espanha, «à procura dos locais das filmagens onde, de 1964 a 1975, Sérgio Leone imaginou um Oeste mais violento e implacável que o verdadeiro Oeste», filmes imortais que marcaram a nossa infância e juventude. «Este é um dos melhores documentários que o cinema português tem. É um trabalho que dignifica a cinematografia portuguesa», frisou João Rita, presidente da direcção do Cine Clube de Arouca, entidade promotora do evento e do prestigiado Arouca Film Festival. Parceira do evento, a ASARC esteve representada por associados e pelo presidente da direcção, Carlos Sousa.

UMA FORTE EXPERIÊNCIA EMOCIONAL E ARTÍSTICA
Apaixonado pelo cinema e em especial pelo de Sergio Leone, Paulo Fajardo, que tem exercido funções de repórter de imagem e editor de imagem na área de Informação para os canais de televisão, descreveu a forte experiência logística, emocional e artística que acompanhou a realização do filme “A Almería de Leone”, que estreou em Portugal a 3 de Outubro, na Sala dos Paços da Cultura, em São João da Madeira, em parceria com o Arouca Film Festival, e tem já projecção em países como Espanha e Alemanha, aqui selecionado para o Festival Taxifilm Fest. Uma sessão valiosa, um trabalho extraordinário que merecia maior público na Loja Interactiva de Turismo de Arouca, e que terminou com momentos de interacção com o público conduzidos por João Rita e Maria Adrover. Manuel Matos (texto e fotos)/RV
