Casa Pia 3-2 FC Arouca

22ª jornada

14 de Fevereiro 2026

Estádio Municipal de Rio Maior

Espectadores: 1097

Árbitro: Diogo Rosa (AF Beja), auxiliado por Vasco Marques e André Botelho.

VAR: Rui Oliveira (AF Porto).


Casa Pia Patrick Sequeira, David Sousa, João Goulart, Khaly, Larrazabal, Rafael Brito (Mohamed, 83), Lawrence Ofori, Abdu Conté, Livolant (Clau Medes, 90+2), Cassiano (Livramento, 83) e Osundina (João Marques, 53).

Suplentes não utilizados: Mandi, André Geraldes, Kaique Rocha, Pedro Rosas e Tiago Morais.

Treinador: Álvaro Pacheco


FC Arouca – Arruabarrena; Tiago Esgaio (Diogo Monteiro, 84), Javi Sánchez, Fontán e Bas Kuipers (Puche, 84); Fukui e Espen Van Ee (Pablo Gozálbez, 84); Hyunju, Trezza (Mansilla, 67) e Djouahra; Barbero (Nandín, 67).

Suplentes não utilizados: João Valido, Popovic, Danté e Yellu Santiago.

Treinador: Vasco Seabra


Ao intervalo: 3-2

Marcador: 0-1 (Barbero, 11); 1-1 (Rafael Brito, 21); 2-1 (Cassiano, 25); 2-2 (Abdu Conté, ag. 37); 3-2 (Cassiano pen. 45).

Do belo lance de engenharia perfeita ao desencanto final

No mau relvado do Municipal de Rio Maior, o FC Arouca foi batido pelo Casa Pia e interrompeu a série de duas vitórias consecutivas que ajudavam a projectar outro tipo de resultado. Um desfecho que ficou marcado por um daqueles “penáltis da treta” muito à maneira do futebol português, lance que levou a equipa arouquense a perder para o intervalo, depois de uma primeira parte movimentada e de alternâncias no marcador. Começou melhor o FC Arouca ao pôr-se em vantagem através de uma espectacular jogada de laboratório edificada a partir de um livre indirecto, jogada de engenharia perfeita que acabou na assistência de Tiago Esgaio para o cabeceamento certeiro de Barbero.


Momentos de desacerto, com arbitragem à mistura

Um bom arranque que prometia. Contudo, a equipa arouquense decompôs-se no posicionamento, foi perdendo bolas num relvado nada dado a primores técnicos e abrindo espaços entre sectores que permitiram rápidas transições aos gansos. Em apenas cinco minutos os lobos entregaram a vantagem ao adversário, que aproveitou de forma exímia a pontaria de Rafael Brito (de cabeça) e de Cassiano, após tabela com Livolant. A tarde ainda não estava perdida e Abdu Conté ajudou à reposição do empate ao desviar para auto-golo o livre em arco de Djouhara. Novos suspiros de alívio para os arouquense que, todavia, se dissiparam minutos depois quando o VAR chamou Diogo Rosa para verificar um pisãozinho, absolutamente involuntário e nada negligente de Fontán sobre João Goulart. Um azar para a equipa arouquense que foi um momento de lotaria para os donos da casa que Cassiano converteu no 3-2, atirando os arouquenses para um destino cruel.


Bater contra o bloco de gansos casapianos

Tempo de intervalo madrasto para os lobos que vieram para a segunda parte forçados a ter de fazer pela vida. Foi um segundo tempo tocado na mesma tecla, um domínio territorial e da bola quase absoluto por parte da equipa de Vasco Seabra. Porém, avisada, a equipa de Álvaro Pacheco recuou na defesa da matriz pontual e fechou as portas para a sua baliza, tal como já o fizera na surpreendente vitória sobre os dragões de Farioli. Vedado o acesso ao jogo interior e exterior, o FC Arouca não só não conseguiu rematar de meia distância como não descobriu a broca capaz de furar a parede defensiva dos gansos casapianos. A excepção vai para um único lance, já no tempo de compensação, no qual Pablo Gozálbez esteve realmente perto do empate, mas o guardião Sequeira fez a mancha no momento certo. Fechado jogo da jornada 22, o FC Arouca segue provisoriamente no 12º lugar, com 23 pontos. MMS/RV (fotos: Liga Portugal)


DECLARAÇÕES NO FINAL DO JOGO

Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia): «Os jogadores têm mostrado crescimento e solidez. Por isso, hoje estamos felizes. O Arouca é uma equipa difícil que vem de uma série boa, tem um bom treinador e é das melhores equipas em termos de qualidade de jogo, mas fomos capazes de fazer uma primeira parte em que fomos agressivos e audazes e penso que merecíamos mais ao intervalo, pois o Arouca só através de bolas paradas nos criou dificuldades. Na segunda parte não fomos tão agressivos, mas fomos inteligentes e capazes de anular o jogo do Arouca


Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): [O relvado] «Não sou muito de procurar desculpas, pois também há demérito nosso, mas estando na elite do futebol português, a Liga tem de intervir neste tipo de relvados, que é perigoso até para a integridade dos jogadores. Sei que as intempéries têm sido incríveis, o Inverno tem sido muito difícil, mas na última semana jogamos em casa, estava a chover muito e o nosso campo não estava neste estado perigoso e que tira velocidade e fluidez ao jogo.»

[O jogo] «Obviamente, o resultado não foi só por causa disso. Tivemos capacidade para entrarmos a vencer, tivemos demérito no momento em que permitimos a reviravolta do Casa Pia, estávamos com a equipa muito espaçada e permitíamos transições ao adversário. Na segunda parte fomos tentando, mas não fomos tão efectivos na chegada ao último terço e em criar as oportunidades que desejávamos.»

[O penálti] «Não posso também de deixar de dizer que há lances de penálti que é demasiado fácil marcar. É o oitavo penálti que é marcado contra nós, e temos zero penáltis a nosso favor. Se vamos pelo mesmo critério daquele pisãozinho que eu acho que se vê tanto no nosso campeonato em lances de área, então também teria de ser marcado um penálti no final da primeira parte em que há um agarrão claro sobre o Barbero. Se vamos começar a entrar nestas coisinhas, acho que não pode ser tão fácil marcar penáltis contra nós e ser tão difícil para nós termos um penaltizinho a nosso favor.»

PRÓXIMOS JOGOS FCA

23ª jornada (sábado, 21/02)

FC Arouca – Nacional (15h30)

24ª jornada (6ª feira, 27/02)

FC Porto – FC Arouca (18h45)

25ª jornada (ref. 08/03)

Famalicão – FC Arouca

26ª jornada (ref. 15/03)

FC Arouca – Benfica

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