As luzes da Praça

A verdade é que a Praça Dr. Albano de Castro, na antiga vila de Cabeçais, há muitos anos que não está às escuras. E não está às escuras desde 1956 que é a data em que a antiga vila de Cabeçais foi dotada de energia elétrica.

Passado pouco tempo, já havia um ou outro lampião na ilustre praça, mas por alturas do primeiro mandato do PSD no município de Arouca, os munícipes fizeram questão de beneficiar a praça de Cabeçais, até ao cruzeiro que fica no seu ponto mais alto, com jorros de luz. E assim, foram implantados uns tantos, numerosos, candeeiros altos com três globos cada um.

Mais tarde, o município, quer dizer, a administração passou para a responsabilidade do partido socialista e, a cada candeeiro foi retirado um globo e, mais tarde, não lembra por ideia de quem, quer dizer de que Câmara foi retirado outro globo, como mandavam os malefícios das alterações climáticas e a consequente necessidade de poupar energia. Recentemente, os globos antigos dos candeeiros da praça Dr. Albano de Castro, foram substituídos por outros novos e muito mais elegantes.

Durante o mandato do Sr. Engenheiro Artur Neves, para além da implantação da Biblioteca e do Auditório, obras belíssimas, como foi um pouco anteriormente a reconstrução da velha “Domus Municipalis” de Cabeçais, que para além de centro de administração também era Tribunal, de iniciativa do Sr. Dr. Armando Zola, do partido que a Câmara de Arouca ganhou, como se ia dizendo, o Sr. Engenheiro Artur Neves dotou o largo da praça de candeeiros novos, muito modernos e elegantes, mas que, como já se disse há uns tempos aqui neste jornal, não conferem a luminosidade conveniente, porque iluminam para baixo e por cima deles só fica a escuridão.

Este Natal, e foi uma surpresa maravilhosa, a praça Dr. Albano de Castro foi profusamente iluminada com espirais de lâmpadas nos troncos das arvores e o resultado foi um encanto de luz e beleza.

Há uns anos a esta parte que o concelho de Arouca ilumina as arvores por altura do Natal e essa forma de decoração confere à localidade uma grande dose de magia.

Tudo isto traz-nos à memória a jornalista Filomena Naves, do “Diário de Notícias, de Lisboa, que, num dos seus muitos interessantes artigos, nos informou sobre as arvores fluorescentes. A sua informação foi referida neste jornal. E nesse mesmo ano, o parque do milénio, em Arouca, também pela mão do Sr. Engenheiro Artur Neves, parecia mesmo uma noite numa floresta mágica do “País das Maravilhas”, da Alice, da literatura infantil. Mafalda Fernandes

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