Arqueologia: Monumento “único” no concelho fora da rota Iter Hominis

Lançada no passado mês de Novembro, a Rota “Iter Hominis”, da responsabilidade da Associação Arouca Geoparque, vem preencher uma necessidade que existia de um guia com foco na área histórico-cultural do concelho de Arouca.

Independentemente dos critérios para a selecção dos sítios do guia, há uma ausência que salta à vista – o “Dólmen da Aliviada”, na freguesia de Escariz.

Classificado como monumento nacional e que tem vindo a ser “esquecido” por quem dele devia tratar, está neste momento a degradar-se, e quem sabe, até ao desaparecimento total.

«Embora a justificação para a sua ausência até possa ser cabível, existem outros sítios, não classificados, que surgem na lista e que têm as mesmas condicionantes que justificaram a não inclusão deste dólmen», afirmou ao RODA VIVA um elemento ligado ao Centro de Arqueologia de Arouca. «Se analisarmos pela localização ‘em terreno particular’, temos no guia a Torre dos Mouros e a “Casa de Anterronde”. Mas se nos focarmos no ‘estado de conservação’, que havemos de dizer em relação ao “Castro de S. João de  Carvalho Valinhas/Castelo de Arouca”, em que nada está visível a não ser o próprio local?».

Os técnicos esperam a revisão desta rota e a inclusão de novos locais. Em Escariz, a Mamoa 1 da Toutenheira está em requalificação, tendo já sido feito o abate de árvores não autóctones para que sejam plantadas outras em sua substituição. «De qualquer forma, a Rota “Iter Hominis” trata-se de um instrumento fundamental para quem conhecer melhor o concelho». RV

(notícia completa na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2025.01.16)

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