AECA reúne em Assembleia Geral

A Assembleia Geral da AECA reuniu a 31 de Março, na sua sede em Arouca, para apreciação e deliberação do Relatório e Contas relativo ao exercício de 2025, bem como para a análise do Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2026.

A Mesa da Assembleia Geral orientou os trabalhos, tendo sido apresentado o Relatório e Contas de 2025, juntamente com o balanço das actividades desenvolvidas ao longo do ano. As contas foram submetidas à votação e aprovadas por unanimidade, assim como o respectivo parecer do Conselho Fiscal.

O Plano de Actividades e Orçamento para 2026 rege-se pelas linhas estratégicas da AECA, definindo objectivos e metas assentes na promoção da cooperação empresarial e territorial, com especial enfoque no reforço dos serviços prestados aos associados.

A direcção da AECA perspectiva 2026 como um ano de progressiva estabilização e recuperação económica, ainda que marcado por desafios relevantes. O contexto internacional permanece exigente, influenciado pelas tensões geopolíticas, nomeadamente a guerra na Ucrânia e os recentes desenvolvimentos no Médio Oriente, envolvendo o Irão e a região do Golfo, que continuam a gerar volatilidade nos mercados energéticos e nas cadeias de abastecimento.

Apesar deste enquadramento, antecipam-se sinais de resiliência da economia global e europeia, sustentados por políticas de investimento, transição energética e reconfiguração das cadeias de valor. Em Portugal, espera-se uma recuperação gradual da procura, acompanhada por oportunidades acrescidas para sectores exportadores e inovadores.

Neste contexto, as orientações estratégicas da AECA centram-se na preparação e apoio ao relançamento económico, através de iniciativas que promovam o investimento nos factores de competitividade da economia regional. Com um plano estruturado, uma visão colaborativa e o compromisso dos diversos actores regionais, a AECA continuará a desempenhar um papel ativo no crescimento sustentável das empresas, mesmo num cenário global em transformação.

Com enfoque na digitalização e sustentabilidade, destacam-se projectos como o Qualify.Teca’25 (Qualificação para a fileira dos Equipamentos, Serviços e Ingredientes para a Indústria Alimentar) e o Green-Metal, que visa reduzir as emissões de CO₂ e aumentar a eficiência energética, contando com a AECA como copromotora. Estas iniciativas refletem um compromisso claro com a integração de práticas sustentáveis e tecnologias digitais nos setores da metalomecânica e do habitat.

As acções previstas incluem capacitação empresarial, diagnóstico da pegada de carbono, implementação de tecnologias disruptivas e apoio à transição verde. A componente inovadora destes programas aposta em áreas-chave como a transição digital, Indústria 4.0, literacia financeira, critérios ESG e inclusão.

Destaque ainda para o Projecto Master Export 2, que dá continuidade ao anterior SIAC de Qualificação e Internacionalização. Este projecto visa reforçar a presença internacional das PME da cadeia de valor da metalomecânica e do habitat, promovendo a entrada em mercados com elevado potencial, como França, Espanha, Chéquia, Roménia, Itália e Angola. O objectivo passa por capacitar as empresas para competir com produtos de maior valor acrescentado, tecnologicamente avançados, diferenciados e adaptados às exigências desses mercados.

Carlos Brandão, presidente da AECA

Durante a sua intervenção, o presidente da AECA, Carlos Brandão, reafirmou o compromisso da associação em continuar a mobilizar esforços e a dinamizar projectos conjuntos que promovam o crescimento sustentável da região. Estas iniciativas, desenvolvidas em estreita articulação com os Municípios de Arouca e Vale de Cambra, integram uma estratégia activa de desenvolvimento económico, assente na valorização do papel central das empresas locais.

O responsável destacou ainda a preocupação generalizada com o estado crítico das principais vias de acesso aos polos industriais mais relevantes dos dois concelhos.

Em particular, foi evidenciada a degradação acentuada das infraestruturas rodoviárias, com destaque para a Avenida da Zona Industrial de Lordelo, em Vale de Cambra, onde o pavimento apresenta níveis preocupantes de deterioração, incluindo troços onde o piso praticamente abateu.

Alguns dos presentes alertaram mesmo para o risco de comprometimento da ligação à A32, face ao surgimento de crateras agravadas pelas recentes intempéries, porque, como ironicamente se assinalou, sem estrada dificilmente haverá ligação que resista.

Perante esta situação, o presidente propôs o agendamento urgente de uma visita conjunta ao local, envolvendo uma delegação da AECA e representantes do Município, com o objectivo de avaliar no terreno a gravidade da situação e promover a adoção de medidas imediatas para a sua resolução.

De igual forma, Carlos Brandão referiu estar a desenvolver diligências junto das entidades competentes para a reposição do pavimento da EN-224-1, no troço entre o Rossio e Carregosa, cuja degradação classificou como “inaceitável”, atendendo à sua importância para a mobilidade empresarial e logística da região.

O presidente salientou ainda ter mantido recentemente uma reunião com o Município de Arouca, onde reforçou a necessidade urgente de avançar com a construção da ligação entre Alagoas e a rotunda da variante em Escariz. Sublinhou que, se existe uma verdadeira intenção de apoiar o tecido industrial local, este é um investimento prioritário e inadiável.

“Os empresários fazem pela vida, investem, criam riqueza, mas depois o sector público não lhes assegura as condições necessárias para que os seus produtos sejam escoados de forma eficiente e para que as matérias-primas cheguem sem constrangimentos desnecessários e percursos labirínticos”, afirmou.

O Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2026, mereceu a aprovação da Assembleia.

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