AECA promove em Arouca ‘masterclass’ sobre inteligência artificial na indústria

O auditório Ci3 da Junta de Freguesia de Escariz, foi palco de uma masterclass dedicada à Inteligência Artificial e ao seu impacto na cadeia de abastecimento industrial. Organizada pela AECA, no âmbito do projecto Qualify.teca’25, cujo objectivo é impactar a actividade da fileira dos equipamentos, serviços e ingredientes para a indústria alimentar (ESIIA), a iniciativa reuniu 37 participantes, entre especialistas, profissionais do sector e representantes institucionais, para uma sessão de análise e debate sobre as aplicações práticas da IA na indústria.

Na abertura dos trabalhos Carlos Brandão, presidente da AECA, que destacou “a importância crescente da Inteligência Artificial no contexto empresarial actual”, sublinhando que esta deixou de ser um conceito associado ao futuro para se afirmar como uma ferramenta concreta, acessível e com impacto directo na forma como as empresas produzem, gerem, decidem e competem. Integrada no âmbito do projecto Qualify.Teca25, esta iniciativa procurou precisamente aproximar a inovação e o conhecimento técnico da realidade empresarial, promovendo uma reflexão prática sobre os desafios e as oportunidades da transformação digital. Ao longo da sua mensagem, Carlos Brandão salientou que a rapidez da mudança tecnológica exige das organizações não apenas atenção, mas sobretudo capacidade de adaptação, visão estratégica e abertura para experimentar novas soluções. Defendeu ainda que a inovação só gera resultados quando é acompanhada por liderança, compromisso e vontade de agir, sublinhando que o verdadeiro desafio das empresas não está apenas em conhecer estas ferramentas, mas em conseguir traduzi-las em decisões úteis e aplicações concretas. O presidente da AECA reafirmou também o papel da associação “enquanto agente mobilizador deste processo, comprometido em apoiar as empresas na qualificação, na modernização e na preparação para um contexto económico cada vez mais exigente e tecnologicamente mais avançado”.

Ainda no momento da abertura oficial, António Carlos Duarte, vereador para a área do Empreendedorismo e Inovação da Câmara Municipal de Arouca, dirigiu-se aos presentes no alinhamento apresentado e orientado através de mensagens tais como “a Inteligência Artificial já não é uma tendência, é uma realidade com a qual as empresas têm de saber lidar. Quem não se adaptar ficará para trás”, dai a urgência de preparar a fileira industrial para as transformações em curso. Na mesma linha “as alterações que a IA exige não são apenas tecnológicas, são organizacionais, culturais e humanas”, bem como o papel do município no apoio à transição das empresas locais.

A primeira parte do programa esteve a cargo de Jorge Mota, Investigador do ISTEC e Coordenador da Unidade de Inovação e Empreendedorismo Tecnológico do CESAE Digital. A sua intervenção abordou a Inteligência Artificial no contexto da Indústria 4.0 e 5.0, o impacto da IA na cadeia de valor industrial, com incidência em produção, logística, qualidade e manutenção e as tendências tecnológicas emergentes nos sectores agroalimentar e de processamento industrial. “A questão já não é se a Inteligência Artificial vai transformar a indústria, mas sim se as empresas estão preparadas para essa transformação”, alertando para a necessidade de ajustes profundos nos modelos de gestão, nos processos produtivos e na qualificação das equipas.

A segunda parte centrou-se na aplicação prática da IA: optimização de processos produtivos, sistemas de controlo e monitorização em tempo real, manutenção preditiva com base em dados e integração com sistemas industriais como a Internet das Coisas (IoT), sensores e automação. Seguiram-se a apresentação de casos de estudo e um debate final que permitiu a troca de experiências entre os participantes.

O evento decorreu durante todo o dia, no qual no período da tarde foi efectuada uma visita ao Centro Tecnológico PERFIPROCESS, nas instalações da PERFINOX, empresa do sector do processamento industrial com presença em vários mercados europeus, situado na Zona Industrial das Lameiradas, em Mansores.

A recepção dos participantes foi feita pelo CEO da PERFINOX, António Jorge Tavares, seguindo-se a apresentação da empresa pelo responsável de Marketing Diogo Lourenço. A visita técnica ao Centro Tecnológico PERFIPROCESS foi conduzida pela directora Elisabete Alexandre.

O Centro Tecnológico PERFIPROCESS é uma unidade de investigação e desenvolvimento e de demonstração à escala industrial, onde clientes nacionais e internacionais testam e validam soluções antes de as implementar em contexto de produção. O centro disponibiliza equipamentos das gamas de processamento térmico e asséptico, mistura, cozedura, arrefecimento, homogeneização, pasteurização, esterilização e limpeza, com aplicações nos sectores dos produtos lácteos, bebidas vegetais, preparados de fruta, molhos e condimentos, sumos e refeições pré-preparadas, sectores directamente visados pelo projecto Qualify.teca’25.

O Qualify.teca’25 é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do COMPETE2030, Programa Temático Inovação e Transição Digital, sob a prioridade Inovação e Competitividade, com o código de operação COMPETE2030-FEDER-01260000 (projeto nr. 17635).

O QualifY.Teca25 é liderado pela AECOA e copromovido pela AEA e AECA.

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