Constituído por dez estabelecimentos, que acolhem um total de 1907 alunos, o AE de Arouca é o maior do município de Arouca. A caminho do sexto ano consecutivo na gestão do agrupamento, a directora Amélia Rodrigues explicou ao RODA VIVA as linhas gerais que enquadram a actividade do agrupamento no próximo ano lectivo.
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AROUCA
Alunos
Pré-Escolar: 230
1º CEB: 458
2º CEB: 269
3º CEB: 448
ES-CH: 344
ES-CP: 158
TOTAL: 1907
Pessoal docente: 183
Pessoal não docente: 106

Que aspectos destaca na organização do ano lectivo?
«A organização e abertura do ano lectivo estão já preparadas. Uma das tarefas mais exigentes é a distribuição de serviço e a conceção dos horários. As orientações do Ministério da Educação, Ciência e Inovação têm como prioridade as aulas, as escolas devem antes de tudo procurar assegurar a componente lectiva para todos os alunos. Por exemplo, há horários com horas extraordinárias logo a partir do arranque do ano lectivo, algo que antigamente não acontecia.»
Tem havido falta de professores no Agrupamento?
«Não temos tido o problema de haver alunos sem aulas, mas pode um dia chegar. No ano lectivo anterior, nós tivemos alguns horários que não foram substituídos, mas resolvemos a situação. No nosso agrupamento, nesta altura, não é um problema grave, embora não esteja fácil a satisfação da colocação dos professores de EMRC. Outra questão relevante é que as turmas pequenas têm tendência a desaparecer, as orientações apontam para voltarmos a ter turmas grandes, porque isto também resolve o problema da falta de professores.»
Quantos alunos estrangeiros estão matriculados no Agrupamento?
«A situação é curiosa porque o número de alunos neste agrupamento tem vindo a diminuir, temos menos cem do que no ano anterior e o número de alunos estrangeiros não repõe o número de alunos que nós estamos a perder. Os alunos de outras nacionalidades são cerca de uma centena, cerca de 5%.»
Como tem decorrido a integração destes alunos?
«É uma experiência que a escola já vai ganhando também, principalmente dos alunos cuja língua materna não é o português. Temos tomado medidas para a inclusão destes alunos e para promover as suas aprendizagens, e ela tem-se processado de uma forma tranquila e com um apoio muito próximo destes alunos. Por exemplo, eu tenho que fazer com que os horários das suas turmas encaixem para, à mesma hora, todas estas turmas estarem a ter português língua não materna. Se eles não têm conhecimento da língua portuguesa, também não têm sucesso nas outras disciplinas.»
O agrupamento introduziu, no ano anterior, pela primeira vez, restrições ao uso de telemóveis. Que balanço faz?
«A proibição está já decretada pelo Ministério da Educação para o 1º e para o 2º ciclo. A transição está facilitada porque já não o permitíamos nas salas de aula. No caso do terceiro ciclo e do secundário, julgo que podemos manter aquilo que já era feito – a restrição durante as actividades lectivas. Tirando algumas situações pontuais, este foi um processos bastante pacífico no agrupamento com impacto positivo no comportamento dos alunos e na sua atenção para as aprendizagens.»
O agrupamento candidatou-se a CTE. Em que ponto está o investimento?
«Temos as obras no restaurante pedagógico e também os equipamentos para as oficinas de eletrónica e telecomunicações, no âmbito do Centro Tecnológico Especializado Industrial a que o agrupamento se candidatou e que foi aprovado no valor de 1.5 milhões de euros. Este investimento tem que estar concluído até ao final Dezembro deste ano. As obras e a aquisição de equipamentos estão adiantadas e vão proporcionar melhor formação e melhores condições para a aprendizagem. Além destes investimentos, estão também a decorrer obras de reconversão do edifício Casarão num Centro de Experimentação de Práticas Artísticas, obra adjudicada pelo Município de Arouca.»
Que metas privilegia o Projecto Educativo?
«Terminada a vigência do anterior, será já um novo PE que estará em vigor neste ano lectivo e está organizado em torno de três objectivos centrais: elevar a qualidade do serviço educativo potenciador do sucesso educativo, promover a formação cívica e cidadã e melhorar a qualidade da organização escolar. Vai na linha do PE anterior, porque continua a ser importante elevar a qualidade do serviço educativo, as questões de cidadania e dos valores são uma prioridade e também a melhoria da organização, a fim de proporcionar melhores condições e bem-estar a quem trabalha na organização e melhorar o clima de aprendizagem. Tentamos manter todas as ofertas, tanto no profissional como no científico-humanístico e também no ensino artístico, mas, este ano, não tivemos alunos suficientes para abrir turma de Artes e de Multimedia.»
De que forma desenvolve a interacção da escola com a comunidade?
«A abertura à comunidade continua a ser uma aposta contemplada no PE. Temos muitas parcerias às quais vamos dar continuidade, com a autarquia, o Arouca Geopark, os projectos Erasmus, as empresas, entre muitos outros parceiros com os quais interagimos para bem do serviço educativo. As associações de Pais e Encarregados de Educação são também parceiros especiais e fundamentais e têm colaborado com o agrupamento. Havendo colaboração e partilha, tudo flui mais facilmente. Queremos sempre o melhor para todos os alunos. Acolher todos e a todos fornecer perspectivas de vida é o lema da nossa escola.»
A cidadania na escola tem estado em debate. Na sua escola, destaca-a no PE. Pode exemplificar?
«Esta é uma dimensão fundamental na formação integral dos alunos. Nós tínhamos o Projecto de Educação para a Cidadania do Agrupamento, que era a nossa estratégia; agora vamos ter de o rever em função das novas recomendações do Ministério da Educação. A par das aprendizagens essenciais expressas no documento de orientação curricular, dispomos de projetos, clubes, várias ofertas neste âmbito. Por exemplo, um plano de mentorias em que os alunos fazem acompanhamento de outros alunos e ajudam, o projecto Escola Solidária, a participação em projetos Erasmus, o programa Escola Embaixadora do Parlamento Europeu de preservação dos valores europeus, os projectos de Educação para a Saúde (PES), Ecoescolas, o Desporto Escolar, a Oficina de Ciência, o Clube de Robótica, entre outros.»
Em que ponto está a resposta tecnológica?
«O Ministério tem investido no desenvolvimento digital, mas neste momento há um problema. Nós não temos computadores para dar a todos os alunos, tal como era a pretensão do Ministério da Educação. Ou o computador rapidamente fica ultrapassado, ou avaria com muita facilidade, alguns deles não têm sequer conserto, pelo que a resposta está a ser insuficiente.»
Que mensagem final?
«Convido a comunidade educativa para o Dia do Diploma, que terá lugar na Escola Secundária no próximo dia 19 de Setembro. É uma cerimónia que nos enche de orgulho porque é o fim do percurso dos nossos alunos e o reconhecimento do seu mérito escolar.»
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ESCARIZ
Alunos
148 no pré-escolar
222 no 1.º ciclo
114 no 2.º ciclo
171 no 3.º ciclo
115 no ensino secundário
TOTAL: 770
O Agrupamento de Escolas de Escariz abre oficialmente as portas para mais um ano lectivo, marcado pela continuidade das ofertas educativas, crescimento do número de alunos e uma comunidade escolar cada vez mais dinâmica.
«Mantendo a tradição de excelência», diz um representante, o Agrupamento continua a disponibilizar educação pré-escolar, ensino básico, ensino secundário e ensino articulado de música, em parceria com a Academia de Música de Arouca. Este protocolo tem vindo a ganhar expressão e, no presente ano, conta com seis turmas, duas delas (de 5.º e de 6.º anos) com a oferta do ensino especializado de música, mas também de teatro. Estes cursos juntam-se às ofertas do Ensino Secundário – Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas e Línguas e Humanidades – que se mantêm activas desde 2012.
O número de alunos do Agrupamento tem vindo a crescer progressivamente ao longo dos últimos anos. Neste ano lectivo, o número total de turmas é 44, correspondendo a 770 alunos, distribuídos pelos diferentes níveis.
Para dar resposta a esta comunidade educativa em expansão, o Agrupamento conta com 96 docentes, distribuídos por 23 grupos disciplinares, e 46 assistentes — entre técnicos (7) e operacionais (39). A equipa de técnicos superiores integra duas psicólogas (uma a tempo inteiro e outra a meio tempo), dois terapeutas da fala, um técnico de informática e um terapeuta ocupacional em fase de contratação.
O Agrupamento de Escolas de Escariz continua também a destacar-se pelo trabalho desenvolvido na área do Ensino Estruturado de Autismo, com valências que têm vindo a afirmar-se na história do Agrupamento.
A Direcção sublinha que o sucesso do ano lectivo dependerá do empenho conjunto de professores, técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais, encarregados de educação, parceiros e, naturalmente, dos alunos, que encontram na escola um espaço de aprendizagem, crescimento e realização pessoal.
«Sejam bem-vindos a mais um ano cheio de desafios, aprendizagens e conquistas», reforça o Agrupamento, que se prepara para acompanhar de perto cada criança e jovem neste percurso educativo, acreditando que a escola é essencial para desenvolver a capacidade de questionar, de criar e de pensar por si.