Santos ainda não pagou João Basso e Joel Pinho arrasa o clube brasileiro

O director-geral Joel Pinho não teve papas na língua na defesa dos interesses do FC Arouca e, em declarações à imprensa brasileira, arrasa o Santos FC pelo protelamento da liquidação da dívida de 2.5 milhões de euros em falta relativa à transferência, em 2023, do defesa central João Basso para o actual clube de Neymar.


«É inaceitável uma equipa que tem Neymar não ter 2.5 milhões de euros»

“É inaceitável uma equipa que tem Neymar e contratou o Benjamín Rollheiser por 12 milhões de euros na última janela não ter 2,5 milhões de euros para pagar o que deve. Usar o TAD [Tribunal Arbitral do Desporto] para ganhar tempo é algo que não é de clube sério. É inacreditável. O Santos sabe que tem que pagar. Eles não têm nenhum argumento válido. Só querem ganhar tempo”, referiu Joel Pinho ao GloboEsporte.


Prazo expirava a 24 de Junho, Santos recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto

Recorde-se que o Santos pagou apenas uma tranche de 500 mil euros, dos 2.5 milhões que custou a aquisição do central ao clube presidido por Carlos Pinho. O incumprimento do prazo de pagamento levou mesmo a FIFA a intervir, tendo notificado o clube brasileiro a pagar aos lobos os 2 milhões em falta, acrescidos de 500 mil euros por juros de mora e multas, prazo que, entretanto, expirou no passado dia 24 de Junho.


«O FC Arouca não é nenhum banco»

Sem conseguir um acordo com a administração do FC Arouca para um pagamento faseado em 12 meses dos 2.5 milhões de euros em falta e apertado pela decisão da FIFA de decretar a impossibilidade de contratar jogadores, o Santos FC interpôs recurso para o TAD, recurso que teve já resposta positiva por parte do referido tribunal.

Indignado com o comportamento do Santos relativamente ao processo João Basso, Joel Pinho foi arrasador ao pronunciar-se sobre o caso em questão. “Depois da decisão da FIFA, o Santos tentou fazer um acordo, mas esse acordo em nada defendia os nossos interesses. O FC Arouca não é nenhum banco. A dívida já tem dois anos. Não faz sentido pagamento parcelado”, referiu, indignado, o director-geral do FC Arouca à comunicação social brasileira. MMS/RV

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