Real Irmandade Rainha Santa Mafalda expõe “Postais com história”

“Postais com história” é a mais recente exposição da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda (RIRSM), patente desde 7 de Junho na Biblioteca D. Domingos de Pinho Brandão, no Mosteiro de Arouca. A inauguração, participada por dirigentes da instituição e pela vice-presidente da Câmara Municipal, Cláudia Oliveira, expõe agora ao público uma mostra de muitas dezenas de bilhetes-postais seleccionados de entre os inúmeros objectos que integram a doação Macedo e Faro, entregue à Irmandade da Rainha Santa Mafalda pelo seu representante e descendente, Pedro Avelar, que esteve acompanhado pela sua esposa, a professora arouquense Maria Antónia Brandão.

BAÚS E ARCAS DE MEMÓRIAS DA FAMÍLIA MACEDO E FARO

«Em 1888, Francisco de Lucena e Faro e Maria do Carmo Macedo Pinto, oriundos de Tabuaço, estabeleceram residência em Lisboa. Ele exercia o cargo de deputado pelo círculo de Armamar; ela dedicava-se à administração do Lar. Ao longo de mais de um século, entre 1888 e 1993, na casa de família onde se criaram várias gerações da família Macedo e Faro, foi-se acumulando, em baús e arcas, uma vasta colecção de objectos, constituindo um legado de memórias e de história familiar», explica o prospecto distribuído ao público.

POSTAIS QUE RETRATAM A MULHER NA SUA CONDIÇÃO FEMININA

«Embora a temática seja variada – abrangendo desde postais historiados a paisagens ou cenas familiares – seleccionamos para esta exposição apenas aqueles que retratam a mulher na sua condição feminina e a forma como era percepcionada e representada na estética da época. Na maternidade, na educação dos filhos, no cuidado da família e no apoio aos idosos, a mulher era frequentemente representada segundo uma visão idealizada da feminilidade, como se pode observar nos postais aqui expostos», explicou Angelina Noites, da direcção da RIRSM.

Vice-juiza da Real Irmandade, Adelaide Peres

FORMAS DE CONTACTO E PROXIMIDADE QUE ESTÃO HOJE EM EXTINÇÃO

«Postais cartonados a preto e branco ou coloridos com aguarela, e cromismo característico da época, caligrafia primorosamente desenhada com pena e tinta, uma linguagem calorosa e cuidada evocam outras épocas, em que a escrita manual assumia grande importância e os postais eram suportes para encurtar distâncias e aproximar pessoas. Postais trocados pelas senhoras de Macedo e Faro que trazem até aos nossos dias o eco de outros tempos, e uma forma de contacto que, nos dias de hoje se encontra em extinção» são destaques desta exposição inédita e de incomensurável valor histórico que pode ser visitada até final do mês de Julho. MMS/RV (texto e fotos)

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