A escolha do Presidente da República representa, acima de tudo, um mergulho na alma do país. Não é só uma questão de selecionar uma pessoa, mas sim de expressar no país os valores que prezamos, o que é importante nas nossas vidas e como imaginamos o futuro. Cada voto mostra quem somos, as nossas prioridades, medos e sonhos. Mais do que analisar candidatos, fazemos uma análise a nós próprios, os princípios que guiam a nossa sociedade e os desafios que devemos encarar.
As escolhas revelam crença ou dúvida nas instituições, otimismo ou decepção com o presente e a nossa visão de futuro enquanto país. Mostra o que pensamos sobre justiça, igualdade e deveres cívicos. Cada voto torna-se um espelho da sociedade: a variedade de opiniões, a divisão de ideias, os acordos e os conflitos que continuam no debate público.
As eleições também mostram a luta entre o antigo e o novo. Muitos votam baseados em valores fortes, heranças culturais, identidades regionais ou lembranças do passado; outros pensam no futuro, escolhendo candidatos que representam novidades, adaptação e novas formas de liderar. Essa luta entre passado e futuro não é só sobre política, mas sobre como o país se vê e se reconhece.
Escolher um Presidente é também escolher uma história, uma narrativa. É decidir como queremos que o país seja visto, dentro e fora de fronteiras. É pensar sobre a imagem que mostramos ao mundo e os ideais que queremos defender: segurança, justiça social, inovação, união, ou uma mistura de tudo isso. Mais que um trabalho, o Presidente representa a identidade de todos, os valores que nos unem e os desafios que nos fazem diferentes.
Finalmente, as eleições devem ser um período de profunda reflexão. Ver os resultados não é só ver quem ganhou, mas entender o que cada pessoa e cada grupo trouxe para o debate. É perceber que cada voto tem uma grande responsabilidade: a de mudar não só quem nos governa, mas quem somos como país. O Presidente que escolhemos é, assim, um reflexo do país que somos e, sobretudo, do país que queremos ser.
Por isso, temos o dever de votar, mas devemos fazê-lo tendo consciência de que cada escolha desenha o futuro do país, o futuro de cada um de nós. Um voto consciente é a diferença entre um país que avança e um país que se perde em promessas vazias. Jacinta Cunha