Nem o novo relvado do CCR Vila Viçosa o fogo poupou

O grande incêndio que atingiu a União de Freguesias de Canelas-Espiunca deixou o território e as suas populações a braços com elevados prejuízos ambientais, económicos, sociais e morais. Mesmo a vertente desportiva não escapou à escalada do fogo, que afetou significativamente o novíssimo relvado sintético do campo de jogos de Vila Viçosa, recinto que é propriedade da Junta de Freguesia e que, com o apoio da Câmara Municipal, acabara de obter melhoramentos na ordem dos 300 mil euros, correspondentes à totalidade das obras [adjudicadas, por concurso público, à empresa Tecnifeira-Engenharia e Construção, S.A] para a colocação de um piso de relva sintética que veio pôr termo à antiga superfície de terra batida. O tapete verde era um sonho da associação presidida por Hugo Amaral, depois de, em 2017, ter voltado a colocar a localidade na rota do futebol aveirense.


Da inauguração festiva à frustração imensa
As actividades festivas que a 26 de Julho (sábado) assinalaram a inauguração da nova estrutura desportiva deu lugar à tristeza e à frustração três dias depois, quando o fogo que corria pela freguesia progrediu e, embalado pelo vento e pela proximidade de eucaliptos ao redor do recinto, provocou estragos significativos no relvado que iria estar ao serviço da equipa de Vila Viçosa na aurora da nova temporada futebolística. Já sem corrente eléctrica na zona, não foi possível accionar o sistema de rega, deixando os dirigentes do Vila Viçosa impotentes diante do avanço rápido das chamas. Com a preparação da época quase concluída no que toca à constituição da equipa técnica e do plantel, o clube confronta-se agora com a forma como contornar os estragos ocorridos no piso, quer pelas chamas diretas, quer pelas fagulhas que deterioraram a relva artificial.


Danos e custos estão a ser avaliados
Ainda que haja alguma disponibilidade para treinos, o regresso oficial à casa renovada pode estar mesmo comprometido durante os primeiros jogos da época 2025/2026. «Os danos no relvado e os custos da recuperação estão a ser avaliados. Temos o início dos treinos marcados para 21 de Agosto. É uma situação difícil, vamos ver o que podemos fazer», disse ao Roda Viva o presidente do CCR Vila Viçosa, Hugo Amaral. A um mês e meio do arranque das competições oficiais – a Taça de Aveiro a 21 de Setembro e o campeonato da 2ª divisão da AF Aveiro a 12 de Outubro – ainda não é garantido que o Vila Viçosa possa fazer, nestas datas, uso das suas instalações caseiras, admitiu o dirigente, que gostaria de ver reconstituído em tempo útil as muitas dezenas de metros de piso estragado pelo incêndio. Neste contexto, o recurso temporário à casa emprestada na época anterior – campo Reinaldo Noronha, em Alvarenga – volta a ser equacionado pelos dirigentes do CCR Vila Viçosa. MMS/RV (texto e fotos)

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