FC Arouca condena convite da CMA em vésperas da recepção ao Benfica

A Assembleia Geral ordinária do FC Arouca, realizada ontem, sexta-feira, para aprovação do relatório e contas referente à época 2023/2024, acabou por ter mais desenvolvimentos que culminaram na condenação do comportamento da presidente da Câmara Municipal, Margarida Belém, de convidar, formalmente, o FC Arouca para estar presente, nos Paços do Concelho, na cerimónia de «recepção da comitiva do Sport Lisboa e Benfica encabeçada pelo seu presidente Rui Costa», cerimónia que precede a inauguração da Casa do Benfica de Arouca e que tem lugar precisamente nas vésperas do jogo da jornada 12 entre o FC Arouca e o Benfica.

Na origem da contestação, que nada tem a ver com o SL Benfica, refere a Mesa da Assembleia Geral, presidida por José Américo Quaresma, está «um convite enviado aos dirigentes desportivos locais pela presidente da Câmara de Arouca nos quais, obviamente,  também foi presenteado o FCA, com a epigrafe “Sport Lisboa e Benfica nos Paços do Concelho“ onde o FCA  foi convidado a estar presente no dia 29 pelas 12h30 no edifício dos Paços do Concelho para recepção à comitiva do Sport Lisboa e Benfica encabeçada pelo seu presidente Rui Costa.»


«Falta de bom senso e de respeito pelo FCA»

«Confrontada com o profundo desagrado e até revolta dos associados presentes», a Mesa da Assembleia Geral, redigiu uma proposta que classifica o acto da presidente da autarquia como «inusitado, despropositado e ignóbil» e «de profunda falta de bom senso e falta de respeito pelo FCA», colocando o clube «em situação susceptível de interpretações enviesadas  e que afrontam sobremaneira a sua razão de ser que são o fomento do desporto e da sã competição.»

Proposta aprovada pela AG:

«Demonstrar o seu profundo desagrado, tristeza e revolta por tão inusitado, despropositado e ignóbil ato da senhora presidente da câmara de Arouca que demonstrou além de profunda falta de bom senso, falta de respeito pelo FCA e seus associados, um provincianismo bacoco, subserviência e oportunismo político partidário difíceis de igualar. O FCA sendo, como é, a colectividade mais representativa do Concelho, do Distrito e até da Região onde se insere, não pode, não deve nem aceita ser usado para finalidades dúbias, menorizado e tão pouco ser colocado em situação susceptível de interpretações enviesadas e que afrontam sobremaneira a sua razão de ser que são o fomento do desporto, da sã competição e de levar e elevar o nome de Arouca pelo país e além fronteiras.»


Contas no verde

Os sócios manifestaram-se ainda favoravelmente quanto ao Relatório de Actividades e ao Relatório de Contas da época 2023/2024, concluída com o balanço positivo de cerca de 3,2 milhões de euros. MMS/RV

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