FC Arouca 3-3 Rio Ave

3.ª jornada

23 de Agosto 2025

Estádio Municipal de Arouca

Espectadores: 1733

Árbitro: Hélder Carvalho (AF Santarém), auxiliado por José Mira e Alexandre Ferreira.

VAR: Ricardo Moreira (AF Porto).


FC Arouca – João Valido; Alex Pinto (Mansilla, 72), Popovic, Fontán e Dante (David Simão, 80); Pedro Santos (Mateo Flores, 60) e Fukui (Solà, 80); Lee Hyunju, Näis Djouahra e Trezza; Barbero (Tiago Esgaio, 60).

Suplentes não utilizados: Nico Mantl, Matías Rocha, Puche e Marozau.

Treinador: Vasco Seabra


Rio Ave – Miszta; Ntoi, Panzo e Abbey; Vrousai, Bakoulas (Spikic, 61), Aguilera e Athanasiou (Marc Gual, 84); André Luiz (Papakanellos, 73), Clayton (Petrasso, 84) e Olinho (Liavas, 61).

Suplentes não utilizados: Kevin Chamorro, João Tomé, Lomboto e João Novais.

Treinador: Sotirios Sylaidopoulos


Ao intervalo: 1-0

Marcador: 1-0 (Fontán, 24); 1-1 (Clayton, 49); 1-2 (Spikic, 64); 2-2 (Trezza, 75); 2-3 (Clayton, 76); 3-3 (Djouahra, 90+3).

Seis golos e muita emoção num grande jogo

Futebol intenso e emotivo em Arouca, que terminou com a festa do empate conseguida no último minuto pelo extremo francês Djouahra. Uma igualdade pontual que significa também que os arouquenses não vencem os vila-condenses há dez anos, em jogos para a Liga. Curiosamente, também o treinador Vasco Seabra vai vivendo uma tradição: sete encontros com o Rio Ave, sete empates. Jogo dinâmico em Arouca, com o 4x2x3x1 de Vasco Seabra a medir forças com o 3x5x3 do grego Sotirios Sylaidopoulos. O resultado da fusão de esquemas foi uma primeira parte interessante, com momentos de alternância e de equilíbrio nas operações. O primeiro minuto reservou muito perigo para a baliza do FC Arouca, situação que havia de acontecer por mais três vezes, mas o guarda-redes João Valido foi uma das grandes figuras da primeira parte, tão arrojado aos pés de André Luís quanto seguro entre os postes. Um bom estímulo para a equipa arouquense, que, apesar de apertada aqui e ali pelo futebol tabelado dos visitantes, manteve quase sempre o controlo do jogo, chegando mesmo a adiantar-se no marcador num grande remate de pé esquerdo do central José Fontán. Maravilha no placard que podia ter tido continuidade num remate de Lee Hyunju, após acertada assistência de Alex Pinto.

Djouahra, o mágico que resgatou o empate

Diante de adversário (sem qualquer jogador português em campo) difícil de torcer, a vantagem ao intervalo era bem motivadora para os lobos, mas a equipa de Vila do Conde entrou assertiva na segunda parte e pouco depois empatou o jogo com um remate cruzado de Clayton. Estava o FC Arouca a tentar reagir e minutos depois levou o segundo golo, obra do croata Spikic que acabara de entrar em campo. Em apenas vinte minutos o FC Arouca caiu para a posição de desvantagem. Entretanto já as mexidas nas equipas estavam em acção e os lobos regressaram à esperança de pontuar quando Mansilla cruzou da direita e Trezza emendou de cabeça para o empate. Alegria logo dissipada no terceiro golo obtido por Clayton, um instantâneo altamente consentido pela equipa arouquense, ainda a celebrar as emoções do golo do empate a dois, que tanto custou a conquistar. Inconformados com o andar dos acontecimentos, os lobos de Arouca ainda conseguiram o justo empate no tempo de compensação, graças a um remate de nota alta de Djouahra. Jogo emotivo, seis golos, com um FC Arouca resiliente a recuperar por duas vezes da situação de desvantagem. MMS/RV (fotos: Avelino Vieira)

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Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «Foi um bom jogo, com duas boas equipas. Estivemos por cima nos primeiros 30 minutos, depois não estávamos a conseguir ajustar convenientemente para travar a construção do Rio Ave. Tentamos rectificar ao intervalo, mas sofremos o empate no início da segunda parte. No melhor período em que fizemos o 2-2 e pensamos que podíamos ainda vencer, voltamos a sofrer. Tivemos algumas dificuldades em alguns momentos. Tivemos uma atitude muito grande durante o jogo, mas a agressividade ainda não foi a ideal, é um aspecto que ainda temos que melhorar. Estamos a fazer golos e isso é um bom indicador.»


Sotirios Sylaidopoulos (treinador do Rio Ave): «Penso que foi um jogo intenso, tacticamente rico e que controlamos em grande parte do tempo. A equipa esteve concentrada, esteve em vantagem e falhamos apenas em pequenos pormenores.»


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