FC Arouca 3-2 V. Guimarães

21ª jornada

7 de Fevereiro 2026

Estádio Municipal de Arouca

Espectadores: 1355

Árbitro: Miguel Fonseca (AF Porto), auxiliado por André Dias e João Martins.

VAR: Ricardo Moreira (AF Porto).


FC Arouca – Arruabarrena, Tiago Esgaio, Jose Fontán, Javi Sánchez e Bas Kuipers; Fukui (Yellu Santiago, 88) e Espen van Ee; Hyunju (Pablo Gozálbez, 84), Trezza (Mansilla, 84) e Djouahra (Puche, 88), Iván Barbero (Dylan, 78).

Treinador: Vasco Seabra

Suplentes não utilizados: João Valido, Dante, Popovic e Diogo Monteiro.


V. Guimarães – Charles, Strata, Miguel Nóbrega, Abascal e João Mendes (Lebedenko, 86); Beni Mukendi (Arcanjo, 78), Diogo Sousa, Oumar Camara (Gustavo Silva, 66); Samu Silva (Mitrovic, 45), Saviolo e Nélson Oliveira (Blanco, 78).

Treinador: Luís Pinto

Suplentes não utilizados: Castillo, Balieiro, Miguel Nogueira e Zegaa.


Ao intervalo: 1-2

Marcador: 0-1 (Saviolo, 26), 0-2 (Omar Camara, 30); 1-2 (Trezza, 45); 2-2 (Barbero, 56); 3-2 (Hyunju, 74).

O melhor Arouca apareceu e ainda ajudou à festa de aniversário de Hyunju

Na noite chuvosa e gelada de Arouca, foi o Vitória, a jogar a favor da ventania, a entrar melhor no jogo, ganhando sucessivas vagas no meio-campo que levaram perigo à baliza de Arruabarrena. Com dificuldades em sair a jogar, os lobos tiveram de suportar durante longos períodos a dinâmica e a superioridade territorial do adversário. A lógica que regulava as ações em campo refletiu-se em dois golos quase de rajada dos conquistadores. Depois de Nelson Oliveira (24’) ter ameaçado o golo, o Vitória concretizou pouco depois pela cabeça de Saviolo, na recarga a uma bola vinda de um remate de Diogo Sousa ao poste. Mal refeita da contrariedade, a equipa arouquense viu os vitorianos aumentar num bom apontamento de Oumar Camará. Vida difícil numa primeira parte em que o Arouca só conseguiu libertar-se nos últimos instantes, ainda a tempo de Trezza (45’), desmarcado por Bas Kuipers, se isolar e reduzir para 1-2, um bom tónico para os lobos enfrentarem com esperança a segunda parte do duelo.

Remontada épica na primeira vitória caseira sobre os conquistadores

E que vitamina! Agora a favor dos elementos, o FC Arouca soltou-se e, sob a batuta de Hyunju, arrancou para novo patamar atacante, feita de melhor gestão da bola e grande intensidade – que culminou no pontapé de canto de Djouahra para o belo golo de cabeça de Barbero (56’), lance precioso que repôs o empate. As arrancadas de Trezza eram mais uma das preocupações para a defesa visitante e o uruguaio respondeu com um remate que Charles não segurou, deixando para o aniversariante Hyunju (74’) a belíssima prenda da reviravolta no marcador.

Um novo cenário que atiçou as emoções no estádio, mas deixou sem alterações a fantástica segunda parte e a justa vitória conquistada pelos lobos arouquenses. Está também quebrado o enguiço da ausência de vitórias em casa sobre o Vitória de Guimarães. Uma segunda parte épica, uma remontada que atira a equipa para os 23 pontos. MMS/RV (fotos: Avelino Vieira)

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Vasco Seabra: (treinador do FC Arouca)

«Foi um excelente jogo entre duas equipas, mais a da arbitragem, em condições meteorológicas difíceis. Na primeira parte o Vitória esteve forte na pressão, mas também com o benefício do vento forte, sobretudo na primeira meios hora. Isso criou-nos dificuldades em construir. A nossa equipa tem uma grande paixão pelo treino e pelo jogo. Foi isso que disse aos jogadores ao intervalo, que temos capacidade para sermos melhores. O Vitória não pressionou tanto, tivemos uma fase de construção mais elaborados melhoramos a agressividade, conquistando uma vitória justa frente a um bom adversário. Estamos numa fase de crescimento e isso deve-se aos jogadores e à forma como trabalham. Os pontos estão caros e temos de continuar a trabalhar porque falta ainda muito campeonato.»


Luís Pinto (treinador do V. Guimarães):

«Entramos bem no jogo, a pressionar bem e com boas dinâmicas. Estávamos a controlar e a ganhar de forma merecida. Depois do golo do Trezza, entramos para a segunda parte em bloco mais baixo, não conseguimos pressionar da mesma forma, os jogadores do Arouca são evoluídos e passamos por dificuldades. Não mudamos a forma de jogar por razões estratégicas, foi uma questão de mentalidade em que o Arouca teve mais ambição do que nós.»


PRÓXIMOS JOGOS FCA

22ª jornada (sábado, 14/02)

Casa Pia – FC Arouca (15h30)

23ª jornada (sábado, 21/02)

FC Arouca – Nacional (15h30)

24ª jornada (6ª feira, 27/02)

FC Porto – FC Arouca (18h45)

25ª jornada (ref. 08/03)

Famalicão – FC Arouca

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