6ª jornada
12 de Setembro de 2026
Estádio Municipal de Arouca
Espectadores: 1558
Árbitro: Vitor Ferreira (AF Braga) auxiliado por Tiago Costa e João Pedro Morte.
VAR: Rui Oliveira (AF Porto).
FC Arouca – Arruabarrena; Tiago Esgaio, Javi Sánchez, José Fontán e Lebedenko (Mayulu, 80); Fukui e Van Ee (Pedro Santos, 67); Pablo Gozálbez (Mateo Flores, 23), Trezza (Mansilla, 80), Djouahra (Rukavina, 67); Barbero.
Suplentes não utilizados: Martim Duarte, Vinarcik, Popović, Diogo Monteiro, Mario Climent, Dylan Nandín e Sihoo Park.
Treinador: Vasco Seabra
Santa Clara – Lucas França, Lucas Soares, Pedro Pacheco, Emanuel Moreira, Guilherme Romão, Pedro Ferreira, Djé Tavares (Daniel Borges, 61), Tiago Ribeiro (Henrique, 72), Brenner (Torrão, 72), Lucas, Gonçalo Paciência (Fernando, 72), Vinícius (Sorriso, 81).
Suplentes não utilizados: Neneca, Ythallo, Vitinho, Fredy, João Vasconcelos, Afonso Duarte e Léo Jacó.
Treinador: Petit
Ao intervalo: 0-2
Marcador: 0-1 (Gonçalo Paciência, 22); 0-2 (Djé Tavares, 36); 1-2 (Barbero, 46).
Lobos reagiram tarde e o Santa Clara quebrou o enguiço
Santa Clara quebrou o enguiço e venceu em Arouca pela primeira vez, naquela que foi o segundo desaire dos lobos no campeonato. O jogo entre o quinto e o quarto classificados prometia dada a boa entrada das duas equipa na Liga. Aliás, os açorianos comandados por Petit entraram no relvado invictos e regressaram a casa na mesma condição, frustrando o objectivos arouquenses de acabar com o estado de graça da equipa insular. O resultado não correu bem para a equipa de Vasco Seabra, que viu a sua equipa ser bastante permissiva na primeira parte, na forma como deixou deambular as unidades açorianas pelo terreno de jogo. Intensa e muito física na abordagem dos jogos, o bom momento do Santa Clara traduziu-se em dois golos, um de Gonçalo Paciência e o outro de Djé Tavares, que castigaram um primeiro tempo pouco conseguido em termos defensivos e ofensivos, apesar da clara predominância da posse de bola: 68% contra 32%. A sorte esteve ainda do lado arouquense quando Vinicius perdeu o terceiro golo à beira do apito para o intervalo.
Mudança de chip na segunda parte
A revolução mental operada ao intervalo trouxe um FC Arouca mais capaz, mais coeso e decidido na busca da baliza. O golo de cabeça da autoria de Barbero logo a abrir animou as hostes e até ao final da contenda a equipa pouco deixou para os açorianos. Os lobos assumiram o domínio territorial e um caudal atacante contínuo que obrigou Petit a reforçar o número de centrais e a pôr trancas à porta. Vasco Seabra chamou a jogo o reforço croata Rukavina, que logo deu nas vistas ao disparar para defesa apertada de Lucas França. Porém, a muralha defensiva dos visitantes estava férrea, resistindo a várias jogadas de bom envolvimento que terminaram em jogo para a área que, contudo, Mayulu e companhia não conseguiram ganhar no meio da floresta defensiva. No tempo de compensação o empate esteve à vista, mas Lucas Soares foi milagroso ao tirar o pão da boca a Barbero, frustrando as intenções da equipa arouquense de escapar à primeira derrota caseira. MMS/RV (foto: Liga Portugal)
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Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «Entramos bem no jogo e depois tivemos trinta minutos muito maus na primeira parte. Faltou-nos intensidade e não estivemos ao nosso nível habitual na forma de competir. A perder por dois a zero a equipa nunca se encontrou até ao intervalo. Sabíamos que o Santa Clara era um adversário difícil, intenso e muito físico e pusemo-nos a jeito. Na segunda parte fomos iguais a nós próprios, pressionamos muito, não permitimos ataques ao adversário, tivemos muita chegada à área, mas não foi suficiente para alterar o resultado.»
Petit (treinador do Santa Clara): «Já prevíamos um jogo difícil frente a uma equipa bem orientada. Na primeira parte as melhores oportunidades foram nossas e perto do intervalo podíamos mesmo ter feito o terceiro golo. Na segunda parte entramos a sofrer e o Arouca reagiu, pressionando a nossa equipa. O Arouca teve de se expor, mas não tivemos as melhores decisões para aproveitar as transições.»
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