FC Arouca 1-2 Braga

10ª jornada
3 de Novembro 2024
Estádio Municipal de Arouca
Espectadores: 1631
Árbitro: Ricardo Baixinho (AF Lisboa), auxiliado por Andreia Sousa e Diogo Pereira.
VAR: Fábio Melo (AF Porto).

FC Arouca – Nico Mantl; Tiago Esgaio, Popovic, Fontán (Pablo Gozálbez, 83) e Dante (Quaresma, 72); David Simão e Fukui (Sylla, 60); Jason, Ivo Rodrigues (Henrique Araújo, 72), Trezza e Yalcin (Pedro Santos, 60).
Suplentes não utilizados: João Valido, Alex Pinto, Chico Lamba e Mamadou Loum.
Treinador: Vasco Seabra

SC Braga – Matheus; João Ferreira, Paulo Oliveira, Niakaté e Yuri Ribeiro; Vítor Carvalho e Zalazar (Baptiste, 57); Roger (Gharbi, 73), André Horta (Ricardo Horta, 57) e Bruma (Martinez, 73); El Ouazzani (Roberto Fernández, 90).
Suplentes não utilizados: Hornicek, Víctor Gómez, Adrián Marín e Guitane.
Treinador: Carlos Carvalhal

Ao intervalo: 0-1
Marcador: 0-1 (Bruma, pen. 14); 0-2 (Ouazzani, 54); 1-2 (Sylla, 90).

Lobos ainda fizeram o Braga tremer

Em jornada de estreia do novo treinador Vasco Seabra, entrada positiva do Arouca no jogo, a dar resposta às iniciativas do Braga, mas um penálti vindo das péssimas interpretações dos árbitros, aos 14’, deu a Bruma a consolação pela abertura do marcador. Muito azar para a equipa arouquense, que nessa altura não merecia tamanho castigo. Sem grandes alterações nos onzes (habitual titular, Sylla ficou no banco, tal como Ricardo Horta, do lado bracarense), o encontro prosseguiu equilibrado durante a primeira parte e até podia ter ido para o intervalo empatado, mas Ivo Rodrigues (40’), na cara do golo, teve a oposição do guarda-redes Matheus. Inconformado com a desvantagem, o Arouca entrou para a segunda parte a procurar o empate, mas novo revés se atravessou no caminho dos lobos. Numa rápida transição, Quazzani (54’) encostou para o 0-2, factor que reduziu os planos de pontuar diante do Braga europeu.

Arouca pouco teve de baixinho

Contudo, a mazela do resultado não esmoreceu a alma dos lobos. Refrescado a partir do banco, o Arouca manteve alta atitude e ensaiou vários ataques de perigo. Sylla (75’) esteve mesmo perto do golo, mas um forte remate foi desviado do caminho da baliza. Várias vezes a defesa bracarense viu-se ultrapassada nas alas, mas o último passe dos arouquenses apenas na recta final encontrou o caminho da finalização, num cabeceamento de Sylla (90) para o 1-2. Um Arouca em crescendo e que de baixinho pouco teve, acreditou que podia ir mais além, mas os visitantes, apesar do sofrimento, seguraram a vitória. Nova derrota da equipa de Arouca que, contudo, não esbate a grande postura dos jogadores e um futebol mais rico de soluções e mais incisivo na profundidade ao construir o ataque. Quanto a Ricardo Baixinho, andou a decidir contra o Arouca. Além do pseudo-penálti no lance que envolveu David Simão, esteve na protecção dos visitantes nos momentos de maior aperto: não permitiu um pontapé de canto a terminar a primeira parte e, a terminar a segunda, também não deixou executar um último lance que poderia dar ao Arouca a oportunidade do empate. No final, o director geral do FCA, Joel Pinho, viu o cartão vermelho. MMS/RV (fotos: Avelino Vieira)

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Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «Entramos algo expectantes, mas fomo-nos soltando ao longo do tempo e seria justo termos chegado ao intervalo com o empate. Entramos na segunda parte praticamente a perder ao sofrermos novo golo, mas a equipa teve grande vontade e criou oportunidades para obter outro resultado. Tivemos muita profundidade e chegamos muitas vezes perto da baliza, obrigamos mesmo o Braga a sofrer. Saímos deste jogo sem pontos, mas a exibição dá-nos confiança para o futuro.»

Carlos Carvalhal (treinador do SC Braga): «Na primeira parte tivemos o controlo do jogo. Fizemos o segundo golo na segunda parte, sem permitir oportunidades ao Arouca. Até essa altura fizemos um jogo seguro, depois baixamos e o Arouca aproveitou para nos criar dificuldades. Contudo, foi uma vitória justa, num jogo difícil.»


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