8ª jornada
5 de Outubro 2024
Estádio Municipal de Arouca
Espectadores: 1113
Árbitro: David Rafael Silva (AF Porto), auxiliado por Tiago Costa e Nelson Cunha.
VAR: Vasco Santos (AF Porto)
FC Arouca – Nico Mantl; Tiago Esgaio, Popovic, Fontán e Dante; David Simão (Loum, 74) e Fukui; Jason (Puche, 87), Ivo Rodrigues (Henrique Araújo, 74) e Sylla (Pedro Santos, 66); Trezza (Weverson, 87).
Suplentes não utilizados: João Valido, Alex Pinto, Chico Lamba e Marozau.
Treinador: Gonzalo García
AVS – Guilhermo Ochoa; Fernando Fonseca, Jorge Teixeira, Devenich (Nacho Rodriguez, 85) e Kiki Afonso; Gustavo Assunção e Jaume (Aburjania, 78); Issiaka Kamate (Vasco Lopes, 65), Luís Silva (Zé Luís, 65) e John Mercado (Akinsola, 65); Rodrigo Ribeiro.
Suplentes não utilizados: Pedro Trigueira, Alaba, Rafael Rodrigues e Jonatan.
Treinador: Vítor Campelos
Ao intervalo: 1-0
Marcador: 1-0 (Jason, 30); 1-1 (Gustavo Assunção, 77).

Um Arouca de duas faces, que se eclipsou depois do intervalo
Boa entrada do FC Arouca no jogo, muito determinado em conquistar a profundidade, explorando sobretudo a ala direita, de onde, ora por Esgaio ou por Ivo, ora pelo regressado Jason, foram saindo lances de perigo que os visitantes foram resolvendo graças a uma superpovoada zona defensiva. Com David Simão dinâmico na distribuição do jogo, os lobos insistiam através de soberbas combinações, mas estava a faltar eficácia no último passe, dificultado pelo aglomerado de jogadores na grande área. Com tão pouco AVS, adivinhava-se o golo arouquense. Na sequência de um passe de Trezza, Jason – um feliz regresso à titularidade – atirou rasteiro para o fundo da baliza, sem hipóteses para o guardião Ochoa. A equipa arouquense mantinha o pé no acelerador em busca de maior vantagem, mas uma transição rápida quase terminava em golo do empate, valendo aos lobos que o remate de Jorge Teixeira (37’) subiu sobre a barra. Foi acto único do AVS, numa primeira parte em que os arouquenses bem mereciam maior proveito face a um adversário que só espevitou depois de estar em desvantagem.

Lobos vão do bom ao sofrível
Com o resultado à tangente, o AVS entrou para a segunda parte para retificar e atirar-se ao ataque. A equipa arouquense encolheu-se e jamais foi a mesma, transfigurando-se negativamente ao ponto de dar toda a iniciativa aos visitantes. Vítor Campelos reforçou o meio e o ataque e o empate chegou aos 77 minutos por intermédio de Gustavo Assunção, na marcação de um penálti, após falta de Fontán sobre Zé Luís. As coisas pioravam para o FC Arouca, que foi salvo em duas ocasiões pelas boas defesas de Nico Mantl. O AVS acreditava, os lobos não conseguiam desenvolver jogo ofensivo e o resultado esteve tremido até ao final. Um FC Arouca de duas caras, que se eclipsou depois do intervalo. Um ponto para cada equipa, que se ajusta àquilo que foram as duas partes. O FC Arouca soma o sétimo ponto em oito jornadas. MMS/RV (fotos: Avelino Vieira)

DIA MUNDIAL DO ANIMAL
Na associação dos clubes ao Dia Mundial do Animal, os capitães das duas equipas, David Simão e Luís Silva, entraram em campo acompanhados por cães à espera de adoção, do Canil Intermunicipal da Associação de Municípios de Santa Maria.
HOMENAGEM A VEIGA TRIGO
No Estádio Municipal de Arouca cumpriu-se um minuto de silêncio em memória do antigo árbitro Veiga Trigo, que faleceu na terça-feira aos 73 anos.

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Gonzalo García (treinador do FC Arouca): «Empatar significa sempre dois pontos perdidos. Durante a primeira parte estivemos como eu gosto, a equipa esteve muito bem e jogou um futebol de grande qualidade. Na segunda parte faltou-nos dar continuidade àquilo que tínhamos feito e perdemos tranquilidade sem razão aparente para que isso acontecesse. O adversário foi mais agressivo, pressionante e levou-nos a defender. O penálti é um daqueles lances de interpretação que também podia não ser marcado.»
Vítor Campelos (treinador do AVS): «Foi o primeiro ponto que obtivemos fora de casa. Na primeira parte não fomos suficientemente competitivos, o Arouca foi melhor e esteve por cima. Depois do intervalo, alteramos a nossa forma de jogar, fizemos outro tipo de pressão e criamos mais oportunidades, marcamos e até podíamos ter levado os três pontos.»