29ª jornada
12 de Abril 2026
Estádio Municipal de Braga.
Espectadores: 12449
Árbitro: Cláudio Pereira (AF Aveiro), auxiliado por Tiago Costa e Sérgio Jesus.
VAR: João Casegas (AF Viseu).
SC Braga – Hornicek; Moscardo, Vitor Carvalho (Paulo Oliveira, 45) e Arrey Mbi; Tiknaz, João Moutinho (Gorby Baptiste, 75), Vitor Gomez e Leonardo Lelo (Gabri Martinez, 63); Dorgeles, Ricardo Horta (Pau Victor, 63) e Fran Navarro (Yanis Rocha, 89).
Suplentes não utilizados: Tiago Sá, Ouazzani, Jonatas Noro e Luís Pinto.
Treinador: Carlos Vicens
FC Arouca – Vinarcik; Tiago Esgaio (Mayulu, 90), Javi Sánchez, Fontán e Bas Kuipers (Dante, 64), Fukui (Pedro Santos, 85) e Espen Van Ee; Hyunju (Mateo Flores, 85), Pablo Gozálbez (Trezza, 64) e Djouahra; Barbero.
Suplentes não utilizados: José Silva, Matías Rocha, Popovic e Mansilla.
Treinador: Vasco Seabra
Ao intervalo: 0-0
Marcador: 1-0 (Pau Víctor, 66).
Lobos chegaram a encostar os guerreiros às cordas
Numa partida pautada de parte a parte pela organização táctica e pela muita circulação de bola, mas menos atrativa no perigo injectado junto às balizas, os lobos estiveram muito perto de sair da Pedreira de forma airosa, mas um penálti atirado por Barbero (82’) para a barra deixou tudo na mesma, isto é, a feliz vantagem dos guerreiros do Minho angariada aos 66 minutos pela arma secreta que foi Pau Víctor. Saído de uma semana europeia frente ao Bétis de Sevilha, o treinador dos bracarenses procedeu a sete alterações, já do lado arouquense Vasco Seabra apostou no onze que vinha de duas vitórias consecutivas, com uma nuance: o jovem eslovaco Vinarcik estreou-se na baliza face ao castigo de Arruabarrena e à lesão de última hora de João Valido, isto é, os lobos jogaram o encontro sem qualquer guardião no banco. Começado o jogo, logo se pressentiu a toada morna que se foi instaurando, muita posse dos donos da casa, mas ocasiões de golo, nada, com o FC Arouca organizadinho, tranquilo e a deixar correr o marfim. Um golo (bem) anulado a Ricardo Horta foi nesse período o único momento de algum suspense enquanto o VAR avaliava.
Pai Víctor não perdoou, Barbero atirou penálti à trave
De tal estado de coisas, só se podia sair para uma segunda parte mais arriscada. O Braga sentia que estava sujeito a perder pontos e mexeu-se acelerando os processos, a equipa de Vasco Seabra também trabalhava bem a bola e até teve a melhor oportunidade para se adiantar no marcador, mas Hornicek fez a mancha perante o isolado Barbero quando servido por Lee Hyunju. Do susto para os visitantes, a página virou-se para o golo do recém-entrado Pau Víctor – o perigoso avançado não perdoou a folga dada nas imediações da área e atirou para o triunfo tangencial. Picados pela inesperada desvantagem, os lobos esticaram finalmente as garras de tal modo que os guerreiros europeus acabaram o jogo encostados às cordas, receando o pior. Foi ainda nessa altura que Gabri Martínez pisou Hyunju e foi expulso (82’), abrindo as portas a um penálti que o avançado espanhol Barbero desperdiçou. Um contexto de azar que a equipa arouquense ainda tentou reverter até ao final, mas o experiente Braga segurou o tesouro que já tinha em mãos, deixando os lobos com a sensação de um resultado que, face às circunstâncias, soube realmente a pouco. Com os mesmos 32 pontos, o FC Arouca continua perto da matemática da manutenção. MMS/RV (foto: Liga Portugal)
DECLARAÇÕES NO FINAL DO JOGO
Carlos Vicens (treinador do SC Braga): «Vínhamos de uma semana europeia dura, vamos em 52 jogos esta época e os jogadores estão a fazer um esforço tremendo. O nosso jogo não foi brilhante, na primeira parte controlámos, mas não conseguimos fazer golos, depois de marcarmos fomos perdendo energia e o Arouca, que atravessa um bom momento, procurou o golo e fez-nos sofrer, mas estou satisfeito pela união de esforços que os jogadores demonstraram na defesa da baliza.»
Vasco Seabra (treinador do FC Arouca): «A primeira parte foi difícil porque o Braga dominou, embora sem conseguir criar oportunidades de golo, e tivemos dificuldades em ter a bola. Na segunda parte dividimos o jogo e também a posse de bola. Antes do Braga marcar na sua primeira oportunidade, tivemos a melhor ocasião com o Barbero frente a Hornicek. Tivemos ainda o penálti, mas infelizmente não fizemos, se tivéssemos marcado e com o Braga com menos um jogador podíamos ainda tentar a vitória. Apesar de sair frustrado com este resultado, estou contente com os meus jogadores.»