No dia 3 de Outubro, a Associação 4540 Jovem apresentou a primeira fase do projecto Floresta Activista, iniciativa desenvolvida no âmbito do projecto Jovens 2030: Mobilizar para Agir. Implementado em Portugal pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), e cofinanciado pela União Europeia e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P, o projecto contou ainda com a parceria da Junta de Freguesia de Moldes, o apoio da Associação Geoparque Arouca e da empresa arouquense Camarc.

O Parque Florestal da Palma foi o espaço escolhido para a implementação de 25 placas com o nome de mulheres activistas e as suas respectivas áreas de actuação. Desde Maria de Lurdes Pintassilgo a Malala Yousafzai, as lutas ambientais, sociais e políticas, espalhadas por todo o mundo encontram-se em destaque.
Entre momentos musicais com a artista Dani Ela e o Grupo Sénior de Ponte de Telhe, as activistas Balolas Carvalho e Susana Bastos marcaram presença na conversa “Activismo sem formalismo”. Temas como a diversidade do que é ser activista, receios do futuro, e formas de combate foram debatidos.

Nesta sessão de cidadania, a noção de activismo enquanto acto de rebeldia e de raiva transformou-se numa compreensão da ação enquanto ato de amor. Segundo Balolas Carvalho, “o amor pela terra é incondicional, porque se estivermos à espera de resultados para sentir que a nossa luta vale a pena, vai ser uma frustração e as pessoas vão desistir muito rápido”. Para Susana Bastos, o objectivo é que as pessoas, “uma vez sensibilizadas e detentoras do conhecimento, sejam capazes de participar e, sobretudo, de agir.”
Após encerrada a conversa, os jovens 4540 plantaram simbolicamente um medronheiro com uma placa intitulada “Tu”, como forma de demonstrar que a mudança está em todos os gestos e é o papel de todos fazer parte dela. Na próxima fase do projecto, a juventude tornará as palavras em ações e irá realizar uma acção de plantação alargada.
