Estamos a meio do primeiro mês do ano de 2026, que está a ser fortemente marcado pela instabilidade internacional, clima de paz armada que se volta novamente a sentir no ar, e pelas eleições “presidenciais” em Portugal, que terão lugar no próximo domingo. [segunda volta no dia 8 de Fevereiro]
Em Arouca, a normalidade está de volta, com algumas alterações no xadrez associativo local e algumas curiosidades de âmbito autárquico.
Os Bombeiros Voluntários de Arouca, fundados em 1977, têm desde o último sábado um novo comandante. Sérgio Azevedo sucede no cargo a José Manuel Gonçalves que sai por limite de idade.
Depois de Antero Almeida, Carlos Esteves, Floriano Amaral e José Manuel Gonçalves, o novo comandante reúne todas as condições para fazer um mandato longo na liderança da corporação arouquense.
É uma pessoa competente, serena e diplomática, características fundamentais para gerir uma corporação composta por inúmeros operacionais de ambos os sexos, onde imperam bastantes jovens. A presidir à instituição continua Celso Portugal, homem experiente ligado ao mundo empresarial e autárquico que certamente será um parceiro determinante no sucesso do novo comando.
A Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda também está a passar por um período de transição, com
a recente eleição da nova Juíza da instituição, Maria Lurdes Fernandes, natural da freguesia de Chave, professora na Faculdade de Letras da Universidade Porto, tendo já ocupa do o lugar de vice-reitora da academia da invicta.
Depois do longo consulado de Arnaldo Pinho, a escolha de Lurdes Fernandes surge como natural atendendo ao perfil académico da nova juíza.
A Real Irmandade tem nos últimos anos feito um esforço assinalável para se abrir mais à sociedade civil. Esperamos que com a nova equipa directiva esse trabalho continue, para que os arouquenses das diversas gerações se sintam orgulhosos do trabalho realizado pela instituição.
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A vida política e partidária local, depois do frenesim provocado pelas eleições autárquicas, voltou aos dias tranquilos, não faltando, contudo, as inevitáveis polémicas.
A primeira é sobre a já fastidiosa terceira fase da variante, ligação da Ribeira a Escariz, com o governo, aparentemente, a “esquecer-se” da promessa feita em solo arouquense por parte do titular da pasta, Miguel Pinto Luz, nas vésperas das eleições autárquicas… As novidades, que seriam para breve, teimam em não ser anunciadas e formalizadas pelos governantes responsáveis, nomeadamente o nosso vizinho Castro Almeida, ministro da Coesão e Economia, e o já referido ministro das obras públicas.
Vamos continuar a aguardar pacientemente por novidades vindas do Terreiro do Paço!…
A outra situação que tem sido abordada em surdina são as recorrentes faltas da presidente da autarquia, Margarida Belém, às reuniões quinzenais do executivo camarário. Das seis reuniões já realizadas do novo elenco camarário, Belém já faltou a três.
O que se estará a passar? Este absentismo da presidente nunca tinha ocorrido nos dois mandatos anteriores!… Será que a autarca, em virtude de estar no seu último mandato, já não tem “paciência” para estar nas reuniões?… Ou está já a preparar o terreno para a sua sucessão, à semelhança do que aconteceu consigo no terceiro e último mandato de Artur Neves?!…
O futuro, seguramente, irá encarregar-se de esclarecer esta dúvida!…
Bom ano de 2026 para todos os leitores!
(texto publicado na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2026.01.15)