O Município de Arouca viu formalmente aceite a sua integração na Rede Nacional do Património Cultural Imaterial (RNPCI), uma distinção que valida e consolida o compromisso estratégico do concelho na salvaguarda, valorização e transmissão da sua herança cultural.
Este acolhimento na rede nacional reflecte o trabalho contínuo que a autarquia tem desenvolvido na protecção do seu Património Cultural Imaterial (PCI) e das suas expressões identitárias mais profundas. Neste âmbito, destaca-se o Canto a Vozes de Mulheres, tradicionalmente conhecido em Arouca como “Botar Cantas”. Esta jóia viva, já inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, tem agora como grande objectivo o seu reconhecimento como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
A propósito deste marco, a presidente da Câmara Municipal salienta que “o desígnio do município passa por promover a revitalização do Cancioneiro de Arouca a partir das memórias preciosas que ainda subsistem nas nossas comunidades locais, honrando o saber das nossas mulheres e garantindo que esta matriz cultural única continua ativa e dinâmica no território”.
Ciente de que o futuro da tradição depende da mobilização comunitária e intergeracional, o município assume o projecto municipal “Vozes da Terra” como o grande motor operacional desta estratégia de salvaguarda. Esta iniciativa desdobra-se em quatro eixos fundamentais: as Oficinas de Canto a Vozes, que descentralizam a práctica pelas várias freguesias; os Encontros Municipais de Canto a Vozes, que celebram e unem os grupos locais; a acção ‘Botar Cantas na Escola’, que leva esta arte vocal para dentro das salas de aula; e a realização de um concerto comunitário e intergeracional que conferirá uma renovada visibilidade pública ao canto popular polifónico, afirmando-o como um verdadeiro ícone da cultura popular do nosso território. GCCMA