Escola de Tropeço aqueceu a sessão da Assembleia Municipal 

A transformação da antiga escola primária do Bacelo em habitações para famílias carenciadas, no âmbito da Estratégia Local de Habitação, tem suscitado polémica na freguesia de Tropeço.

Um conjunto de habitantes fizeram um abaixo-assinado com o objectivo de combater a pretensão da autarquia e promover a criação de um museu interactivo naquele espaço, para ser usufruído pela população.

Vários subscritores do abaixo-assinado marcaram presença na Assembleia Municipal que se realizou ontem, dia 27, para dizer de sua justiça. Nas várias intervenções dos populares, foi unânime o total desacordo com a posição da autarquia e com o seu propósito de levar para a frente a construção de habitações naquele antigo recinto e equipamento escolar. “O antigo presidente da CMA, Artur Neves, sempre disse que as antigas escolas primárias deviam ser primeiro para as associações e só depois para habitações”, referiu um dos populares.

A actual autarca Margarida Belém disse compreender a posição das pessoas da freguesia, “mas uma das missões mais nobres de um autarca é criar condições dignas de habitação para sua população”.

“Estamos a fazê-lo na Cerrado – felizmente já temos empreiteiro para a obra – e também queremos dinamizar habitação noutros pontos do município”, sublinhou a edil.

“Não é com a construção de dois T1 na escola do Bacelo que a falta de habitações na freguesia de Tropeço vai ser resolvida”, retorquiu o deputado Rui Vilar.

“Parece que já começou a campanha eleitoral para as eleições autárquicas”, começou desta forma a intervenção de Afonso Portugal (PS). “Recordo que a Estratégia Local de Habitação foi votada por unanimidade pela Assembleia Municipal”, lembrou o elemento socialista natural da freguesia, desvalorizando de seguida as fortes críticas de que foi alvo por parte dos seus conterrâneos intervenientes na sessão, algumas sobre as suas afirmações na última Assembleia Municipal.

“Quando votei a Estratégia Local de Habitação não tínhamos conhecimento do interesse de associações pelas antigas escolas primárias, senão o nosso voto seria certamente outro”, respondeu Pedro Bastos (CDS).

“Margarida Belém agora promete tudo à população de Tropeço, até os arcos das festas populares…”, ironizou Rui Vilar (PSD). “São vários os registos de funcionários a afirmar que a presidente diz em voz alta no edifício municipal que ‘quem manda’ é ela. Não senhora presidente, quem manda são os arouquenses”, afirmou Vilar.

População de Tropeço participou na AM

Edgar Soares, presidente da Academia de Música de Arouca, lamentou que ainda “não seja nesta sessão da Assembleia Municipal que o projecto da nova Academia seja sufragado como projecto de interesse municipal, para depois a podermos candidatar aos fundos do PRR”.

A deputada social-democrata Fátima Pinho questionou a edilidade sobre as medidas que foram tomadas relativamente à “Floresta Inteligente” tão apregoada por Belém. Que respondeu: “Lembro que mais de 90% da nossa floresta é privada, mas da parte que nos toca já fizemos corredores ecológicos e procedemos à reflorestação da Santa Luzia e temos como ambição plantar cem mil árvores no nosso território”.

“Gostaria de ter na minha freguesia pessoas reivindicativas como os nossos vizinhos de Tropeço. Felicito-os pelo seu espírito de luta”, ironizou Sérgio Azevedo (PS). “O PSD reclama um auditório municipal e um pavilhão multiusos para o concelho. Também partilhamos dessa ambição, mas temos que saber onde vamos cortar para avançar com esses projectos”, lembrou ainda o deputado socialista.

“Mais importante que investir em paredes é o investimento que se faz no imaterial, temos inúmeros projectos imateriais a decorrer em todo o município”, asseverou Margarida Belém. RV

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