A degradação da igreja do Mosteiro de Arouca

O centro da nossa vila, e de um modo especial o Mosteiro de Arouca, está a ser severamente degradado no seu edificado, pelo enorme bando de pombas que no mesmo fez o seu “habitat”.

As pessoas não estão seguras junto ao Mosteiro, pois de repente são “brindadas”, com os seus excrementos.

Os telhados da igreja, devido aos mesmos excrementos, já têm uma considerável altura e, que por esse motivo, já se avista de longe, com erva de certa dimensão que neles se cria.

Acontece, por isso, as telhas e caleiras ficarem entupidas, ocasionando infiltrações de água da chuva, no interior da igreja e de um modo especial, da sacristia, levando até a que se soltem os azulejos das paredes.

Todos sabemos que a degradação de qualquer edifício começa pela sua cobertura, quando a mesma não impede a infiltração das águas da chuva.

Esta situação já se arrasta há vários anos, sem que as autoridades competentes (no caso do Mosteiro a Direcção-Geral do Património), façam alguma coisa para reverter a situação.

Além disso também a porta da igreja se encontra a precisar urgentemente de uma pintura, pois a sua parte de baixo já se encontra em processo de podridão, como também o lajeado à sua entrada, que se encontra partido por motivo de circular em cima dele as mais diversas viaturas, apresentando um perigo para quem por cima dele tem de passar, sem que a mesma entidade faça alguma coisa para resolver o problema.

O mais grave é que a dita entidade nem faz nem deixa fazer (nomeadamente a limpeza, que sendo feita não “mexe” e não altera em nada o património construído).

Mas vivemos num país burocrático, em que para uma simples limpeza é preciso um “projecto”.

Os portugueses e, de um modo especial os arouquenses, merecem que o seu património (que foi construído com o suor de muitas gerações), seja tratado com a dignidade que merece.

Da maneira que está a entrada da Igreja do Mosteiro, é um fraco “cartão de visitas”, para os turistas que nos procuram.

Os nossos impostos têm que ser utilizados no bem comum.

Arouca, 9 de Março de 2024.

A Direcção, Associação de Defesa do Património Arouquense

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