Na manhã desta sexta-feira, 15 de Março, cerca de 200 estudantes da Escola Secundária de Arouca saíram à rua em defesa do clima. Este movimento estudantil mundial surgiu inspirado no trabalho que uma jovem activista sueca, Greta Thumberg, tem vindo a desenvolver no seu país, fazendo greve às aulas todas as sextas-feiras em nome do clima, apelando para o cumprimento do Acordo de Paris, assinado em 2015. Esta greve teve impacto em cerca de 1700 locais, distribuídos por 106 países e em Portugal, foram trinta as cidades e vilas que se juntaram ao movimento, de norte a sul do país e ilhas. Vestidos de verde e branco, os jovens arouquenses juntaram-se na Praça Brandão de Vasconcelos, organizados pela Associação de Estudantes da Escola Secundária de Arouca, que nas palavras do seu presidente, Ricardo Martins, teve como objectivo mostrar que "os jovens de uma vila no interior norte do país também têm preocupações ambientais e que só unidos somos capazes de cuidar do mundo do qual seremos herdeiros no futuro." Ricardo lamenta apenas que muitos alunos tenham "faltado às aulas mas não se tenham juntado a esta manifestação." Fernanda Oliveira, vereadora da educação, recebeu os estudantes nos Paços do Concelho e parabenizou-os por esta iniciativa. Ao RODA VIVA, a autarca disse ser "importante ver esta camada etária mobilizada na preservação do meio ambiente e do clima" e acrescenta que "estes problemas tem de ser tratados já". "A solução está na nossa geração" e "Juntos pelo clima" foram algumas das palavras de ordem proferidas pelos jovens, impulsionados por Mariana Duarte, de 17 anos, estudante de Ciências e Tecnologias que se juntou a esta manifestação dizendo que "a Terra está a morrer e que se nada for feito não haverá vida com qualidade para a minha geração e para as gerações vindouras". André Vilar 2019-03-15