ARMANDO ZOLA
 
Afinal, haverá eleições para a Câmara
 
OPINIÃO | Outro que se lhe oponha, para esperar sucesso, terá de surgir sem amarras, dependências ou compromissos espúrios
 
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Sobre o limite do tempo para o envio do texto para o jornal, há que aproveitar todos os minutos para o escrever. Sigo pelo primeiro tema que me ocorre: afinal, sempre haverá eleições para a Câmara Municipal de Arouca!
Recordo-me de um dia, já lá vão bem mais de 30 anos, ir a Lisboa à Assembleia da República, integrado no "Grupo de Trabalho para a Estrada de S. Pedro do Sul", constituído no seio da Assembleia Municipal e presidido pelo então Presidente da Câmara, com o propósito, reiteradamente manifestado noutras instâncias por esse Grupo, de sensibilizar os respectivos Grupos Parlamentares para a necessidade da rápida concretização dessa aspiração dos arouquenses, velha de muitas décadas, até de mais de um século.
Estava à entrada, seguindo connosco, o então conceituado deputado à Assembleia da República, pelo PSD, de que era alto responsável, Dr. Amândio de Azevedo, o qual, a dado momento, quando subíamos as escadas que conduzem às salas dos Grupos Parlamentares, desconhecedor da unidade que reinava em Arouca entre autarcas de ideias e posicionamentos políticos diferentes, mas irmanados na luta por objectivos comuns
fundamentais para o Concelho e, por isso, certamente convencido, como havia acontecido já, noutra altura, com um inenarrável Secretário de Estado, de que se encontrava apenas entre pessoas da sua família política, perguntou ao Presidente da Câmara:
- Então, em Arouca, nas próximas eleições, o Presidente vai recandidatar-se, ou vamos ter novo candidato?
Não ouvi, ou então não recordo, a resposta que lhe foi dada pelo Presidente, mas retive e recordo o essencial do conselho que, com expressa e convicta razão de ciência, o Dr. Amândio de Azevedo transmitiu e que, por palavras minhas, procuro reproduzir: se for para apresentar um novo candidato, é tempo de o fazer, pois é preciso, para o sucesso, nunca menos de um ano para o tornar conhecido, para ele poder aproximar-se das pessoas, poder divulgar as suas ideias e poder convencer de que é capaz de as concretizar.
Ouvi, calei e guardei e a verdade é que nas eleições que se foram seguindo me fui lembrando do conselho do Dr. Amândio de Azevedo que, obviamente, não se me dirigia. Recordei-o, quando em Agosto de 1993, já há muito se fizera saber que, de novo, me candidataria à Câmara, estando no Algarve, onde os meus faziam praia, fechado no apartamento, ao longo de mais de duas semanas, sob calor intenso, redigi o corpo de ideias e a síntese das acções essenciais para as concretizar, que, submetidas à consideração e aprovação dos meus amigos e companheiros de jornada, viriam a constituir a base do programa eleitoral apresentado aos arouquenses e, após as eleições, em boa medida dos Planos de Actividades do Município, com repercussões significativas no próprio Estudo de Desenvolvimento Estratégico de Arouca.
Estávamos em Agosto de 1993, a cerca de 4 meses das eleições autárquicas desse ano. Estamos agora a cerca de 4 meses das próximas, com 2 meses de férias pelo meio, pouco dados a actividades políticas, e, até ao momento, não há ideias essenciais, abrangentes, estruturadas, fundamentadas, exequíveis, assimiláveis, para a futura governação do Município.
E, quando parecia que já nem candidatos alternativos haveria, eis que, finalmente, o PSD dá a conhecer um. Nestas circunstâncias que diria, do alto dos seus já mais de 92 anos, Amândio Azevedo? Talvez que um candidato, presidente de Câmara em exercício, dificilmente será vencido, e, mesmo assim, outro que se lhe oponha, para esperar sucesso, terá de surgir sem amarras, dependências ou compromissos espúrios, com conhecimento profundo das necessidades globais e específicas do Município e dos munícipes, com ideias e soluções sólidas, coerentes, seguras e convincentes para lhes dar satisfação, com estratégia, facilidade de comunicação e forte poder de argumentação e persuasão para convencer aqueles de quem a satisfação de grande parte daquelas necessidades depende. E reunir tudo isso, não é fácil.
Seja como for, havendo candidatos, AFINAL, HAVERÁ ELEIÇÕES PARA A CÂMARA.
 
Arouca

Quinta, 03 de Junho de 2021

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"Arouca é mais do que a vila"

Afonso Portugal (PS), na última AM, a propósito da discussão da política de habitação no município

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