ARMANDO ZOLA
 
"Quando a cabeça não tem juízo..."
 
OPINIÃO | E agora vamos para eleições, que são em si um bem, mas que, neste momento, não vêm mesmo a calhar
 
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Em Setembro do ano passado, quando se discutia o Orçamento de Estado para o corrente ano de 2021, pensando no Governo e nos partidos que lhe davam suporte, exortava aqui: "TENHAM JUÍZO!... Puxe cada qual o mais que puder para o seu lado... mas de modo a que, custe o que custar, a corda não parta".
E assim foi. Puxou cada qual a "corda" o mais que pôde para o seu lado, mas sem a deixar partir. Não, claro, por causa da exortação, pois que representantes ou mandatários bem pensantes, na capital, não ouvem conselhos de seus ignotos mandantes, para mais da "pacóvia" província, mas antes porque assim, e bem, por si pensaram. Enfim, e o que importa: tiveram juízo.
Este ano, na negociação do Orçamento proposto para o ano que vem, voltaram a esticar a corda, puxando cada qual, como devia, para seu lado: o Governo insistindo que não era possível alargar mais e o Bloco, o PC e os Verdes exigindo que se fosse mais longe, enquanto, se bem julgo, a grande maioria dos mandantes, ou seja, de todos os que lhes deram os votos, acompanhava, interessada, a disputa, confiante, porém, que esticando os negociadores a "corda" até ao limite, jamais permitiriam que ela se partisse. Mas não, não tiveram o juízo do ano passado e a "corda" esfrangalhou-se. E agora vamos para eleições, que são em si um bem, mas que, neste momento, não vêm mesmo a calhar. E, chegados aqui, o Bloco, o PC e os Verdes reclamam que o Governo dê, desde já ou a partir de Janeiro, o que este, nas negociações ou no próprio Orçamento apresentava para dar, e o Governo, por seu lado, promete que algo poderá dar, mas que parte do então apresentado, com os duodécimos em que terá de governar, não garantirá.
E o "Zé Povinho", esse para quem mais uns cêntimos em cada dia, acrescidos de mais uns euros em cada mês, representam muito, vai lamentando que esses cêntimos e euros a mais não venham quando deviam. Com juízo, viabilizar-se-iam essas migalhas mais, em tempo oportuno, apenas porque, como reza a canção, e melhor se verá em breve, "para pior já basta assim", e isso, sem prejuízo de se poder persistir na luta tenaz, dura, por melhorias gerais e, sempre, por melhores condições, em especial para aqueles que as têm piores. Mas, enfim, não foi isso o que quiseram e, assim, não sendo mais favoráveis as perspectivas que se vislumbram para o futuro imediato, apenas me ocorre parafrasear o cantor: "Quando a cabeça não tem juízo... o corpo é que paga..." Pena é que, neste caso, não seja apenas, ou sequer, o corpo de quem falha, mas o de todos e, sobretudo, o dos que já o têm mais martirizado.

UM LIVRO POR LER
O Dr. Afonso Veiga mandou entregar-me, como oferta, com dedicatória, no dia de Natal passado, o seu último livro, que pouco tempo antes havia dado a lume. Dedicava, na altura, e continuei a dedicar, o tempo não preenchido com as leituras que, dia a dia, por ofício, me ocupam, a outras leituras, pesadas, herméticas em boa parte, de que não queria "perder o fio à meada". Por isso, não pude ler então o livro oferecido. E não queria agradecê-lo, sem antes o ler. Agora que o li, muito o agradeço. Como de costume, O Dr. Veiga condensa o resultado do esforço de leitura de milhares de páginas de um apreciável número de outros livros e documentos e de um aturado e moroso trabalho de investigação, em cerca, desta vez, de centena e meia de páginas de leitura agradável, interessante e rica de informação e conhecimento. A impressionante dimensão das relações e poder do nosso Mosteiro, estendendo-se por uma grande parte do território nacional, desde a longínqua Idade Média, perpassando por toda a modernidade e entrando pela contemporaneidade, ressalta evidente nesta publicação do Dr. Veiga. Também a vida no interior do Mosteiro, e conexionada com ela e dela dependendo em grande medida, a vida de Arouca, nas suas grandezas e nas suas misérias, surge espelhada nessa recomendável obra, que o autor sugestiva e metaforicamente intitulou de "A MESA GRANDE DO MOSTEIRO DE AROUCA".

 
Arouca

Domingo, 16 de Janeiro de 2022

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A Frase...

"É minha intenção implementar um conjunto de medidas que estimulem a participação dos arouquenses nas sessões da AM"

Pedro Vieira, presidente da Assembleia Municipal, em entrevista ao RV

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