LUIS BRANDÃO
 
Um (outro) começo
 
OPINIÃO | Existem diversos desafios para o novo ciclo autárquico
 
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Outubro de 2021. Será talvez este o mês da retoma após a pandemia e é este o mês que marca o início de um novo ciclo autárquico, realizadas as eleições de 26 de setembro.
Neste contexto, após ter aceitado com satisfação o convite do RODA VIVA, começa a minha colaboração mais regular como colunista do jornal.
Escrevia Fernando Pessoa, em carta para Miguel Torga (6 junho 1930), que «i. toda a arte se baseia na sensibilidade, e essencialmente na sensibilidade. ii. A sensibilidade é pessoal e intransmissível. iii. Para se transmitir a outrem o que sentimos, e é isso que na arte buscamos fazer, temos que decompor a sensação (...)». Com esta premissa, de uma coluna "pessoal e intransmissível", tentarei transmitir a minha
sensibilidade acerca de Arouca, naturalmente afetada da minha frugal arte de escrita.
•••
Finda a eleição autárquica fica a perceção de uma mobilização comunitária positiva, um debate de ideias proveitoso e um conveniente envolvimento social. Há a realçar ainda, positivamente, algumas propostas para o município que sempre animam os dias de campanha. Como menos positivo há que salientar a aparente superficialidade dos diversos programas eleitorais, compostos de medidas avulsas, pouco tangíveis e sem evidente fio condutor ou proposta de valor estruturada.
Porém, cada um dos candidatos ao executivo percorreu o município, auscultou associações e população e, com toda a certeza, ganhou sensibilidade acrescida para as ânsias e angústias específicas de cada freguesia e lugar. Existe agora a necessidade (e a responsabilidade!) de transpor estes anseios e necessidades nas políticas concretas e na discussão e escrutínio construtivo, consoante executivo
ou oposição. Ignorar quaisquer queixas será caminho aberto para a polarização e desmembramento de uma comunidade que muito ganha em ser coesa.
Existem diversos desafios para o novo ciclo autárquico: a recuperação da vitalidade associativa no pós-pandemia, a captação e aplicação - justa e com valor acrescentado - de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, a melhoria da situação económica e social do concelho (com baixas qualificações e rendimentos), a necessidade de infraestrutura digital (cobertura de internet com qualidade) e a dinamização empresarial com a necessidade de atração de investimento qualificado, como nómadas digitais ou empresas criativas/disruptivas.
Fica o desejo pessoal de um ótimo ciclo autárquico feito para e por todos os arouquenses.

Sugestão [para ouvir]: Ostinato - Jordi Savall, Hespèrion XXI (AliaVox)
A repetição persistente de um padrão rítmico ou melodia designa-se por ostinato. Neste álbum, de 2001, Jordi Savall apresenta a arte da improvisação a partir de um ostinato de base - bem característico do período musical barroco.
Em analogia teremos um novo ostinato de quatro anos de governação e quereremos, para ele, uma improvisação estruturada e coerente. Sabendo-se, contudo, que a melhor improvisação é aquela
que está bem preparada.

NOTA BIOGRÁFICA

Luís Brandão: Natural da freguesia de Tropeço, 29 anos. Casado, pai, engenheiro civil com pós-graduação em economia e políticas públicas. Entusiasta da música, escrita e artes plásticas.

 
Arouca

Domingo, 05 de Dezembro de 2021

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"Quanto melhor conhecermos o território, maior capacidade teremos para o gerir, preservar e valorizar"

Margarida Belém, durante a inauguração do Balcão Único do Prédio (BUPi)

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