ANDRÉ VILAR
 
A verdade dos números
 
OPINIÃO | O município pode controlar as publicações que faz, mas não controla os dados da DGS
 
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Caro leitor, há temas que precisam de ser explicados. A informação que circula é tanta quanta a desinformação que, por estes dias, alimenta as redes sociais e as páginas de internet.
Por isso, volto a este espaço de opinião para falar de um tema que está a incomodar a sociedade arouquense... (rufo de tambores)... a veracidade dos números da pandemia em Arouca.
Mas vamos por partes porque pior do que não saber, é não querer saber.
A análise de risco é medida por 100 mil habitantes, daí termos em Arouca, a 7 de julho, 345 casos por 100 mil habitantes.
Numa explicação muito simples, 345 casos por 100 mil habitantes, representa para Arouca um total de
casos efetivos a rondar os 85 casos. Importa também perceber que os dados que são publicados às sextas-feiras no relatório da Direção-Geral de Saúde (DGS) são relativos à quarta-feira anterior. Com isto percebe-se que, entre quarta-feira e sábado, recuperaram cerca de 20 pessoas, daí termos 61 casos ativos.
Se alguém testou positivo a 28 de junho, a 7 de julho estava no último dia do isolamento profilático. Quer isto dizer que esse alguém ainda foi contabilizado nos dados da DGS (cujo relatório tem por base a quarta-feira anterior à data em que é publicado o relatório), mas no boletim informativo semanal do município não consta.
Pese embora a linguagem usada pelos técnicos não seja acessível ao comum mortal, a verdade é que há uma clara confusão entre incidência cumulativa de 14 dias por cada 100 mil habitantes e o número real de infetados ativos. É preciso ter presente que a população arouquense ronda os 20 000 habitantes, de acordo com os dados do Portal PORDATA.
Bem sei que para os profetas do fim do mundo e da desgraça, que passam a semana toda a conspirar contra as entidades de saúde pública, estes não são os números que queriam ver. Fossem os convictos comentadores de facebook tão interventivos na defesa da qualidade de vida dos seus pares, como são no "deita abaixo" a tudo o que mexe e estaríamos, certamente, melhores em todos os quadrantes da sociedade.
Vamos ser realistas. Com que objetivo o município esconderia casos de COVID19 no concelho? Esperem, já sei. Fui ver às caixas de comentários das redes sociais e os epidemiologistas formados na escola da vida dizem que é por causa dos Passadiços do Paiva e da 516 Arouca. Segundo eles (os especialistas do facebook), se o município "abafar" os casos, passa para os visitantes uma imagem de segurança e pode manter abertas as infraestruturas que mais pessoas trazem a Arouca - Resposta errada.
O município pode controlar as publicações que faz, mas não controla os dados da DGS que, em boa verdade, são os que definem se um concelho está "em alerta", em risco elevado" ou "em risco muito elevado" de incidência de COVID19. Em síntese, os dados divulgados, aos sábados, pelo município
são informativos e não, nunca, deliberativos.
Arouca tem seguido a tendência nacional, no que diz respeito ao sobe e desce do número de casos. Essa subida é normal, pelo simples facto de não vivermos numa redoma de vidro. Há circulação de pessoas e há contactos sociais indispensáveis, desde logo nas escolas e nas instituições.
Não há culpas nem culpados, a pandemia veio para nos fazer perceber que vivemos em comunidade e que precisamos uns dos outros. Não quero com isto insistir na ideia romântica de que "vai ficar tudo bem" e que "vamos sair melhores desta pandemia", até porque basta aceder as caixas de comentários das redes sociais para perceber que a cobardia tem ganho força e que o ódio impera.
É sempre mais fácil criticar e levantar falsos testemunhos. Saibamos estar informados. A linguagem não é sempre clara, mas pode acreditar que não é difícil ler antes de partilhar, pensar antes de comentar e informar-se antes de julgar.

Nota de viagem não menos importante:
Estão apresentadas 4 candidaturas à Câmara Municipal de Arouca. O PSD volta a juntar-se ao CDS, depois de em 2018 se terem desentendido. Desta vez, também o partido que "defende a restauração da monarquia em Portugal" se junta a esta coligação de direita. Também à direita, o Ergue-te (ex-Partido Nacional Renovador) submete-se a sufrágio.
À esquerda, o Partido Comunista Português apresenta, pela primeira vez, uma candidata à Câmara Municipal de Arouca.
Pelo Partido Socialista, Margarida Belém, volta a candidatar-se para que, com os arouquenses, se continue a construir o futuro em Arouca. 2021-07-29

 
Arouca

Domingo, 26 de Setembro de 2021

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"Obras do novo hotel no Mosteiro arrancam no final do mês de Setembro"

Anúncio de Rui Dinis, da empresa MS Hotels, durante a apresentação em Arouca do projecto da unidade

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