CÁTIA CARDOSO
 
A democracia somos nós
 
OPINIÃO | Comparar as candidaturas requer algum esforço e pensamento crítico
 
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Somos tão nós a democracia que escreve-lo chega mesmo a ser uma redundância. A democracia é, por definição, o governo do povo, um sistema de governação no âmbito do qual o povo é soberano. Ou seja, somos nós. Escolhemos, elegemos.
Nesse sentido, é em nós que está a capacidade de eleger os desígnios das nossas freguesias e dos nossos concelhos, através de representantes - pessoas com projetos políticos e ideologias com que nos identificamos e que entendemos serem as melhores opções para nós, para quem nos rodeia e/ou para o bem comum. São essas pessoas e esses projetos políticos por elas liderados que devem dar respostas às necessidades do seu povo, bem como desenvolver a localidade e cuidar de quem nela vive.
Por isso, é tão importante que nos manifestemos, dizendo quem queremos que nos represente. E, se não encontramos, no seio de distintas opções, nenhuma que nos agrade total, ou parcialmente, então podemos sempre avançar no sentido de fazer melhor. Caso contrário, estaremos a falhar na cidadania.
Falhamos na cidadania quando não nos manifestamos nas eleições; quando não participamos nos processos democráticos que nos convocam; quando contestamos opções políticas mas não somos capazes de apresentar alternativas; quando censuramos quem nos representa mas não queremos nós assumir esses papéis de elevada responsabilidade.
São complexos os tempos que atravessamos. Vemos a luz ao fundo do túnel, mas é difícil ter a certeza de que ela não vai apagar-se ou enfraquecer no futuro. Não podemos apelar ao voto "apesar da situação epidemiológica", conforme se viu, nalguns momentos, no âmbito das presidenciais de janeiro. É preciso compreender que a situação pandémica, que nos coloca em vulnerabilidades sociais, económicas, de saúde, culturais, etc... deve ser um fator determinante de acréscimo ao nosso envolvimento na promoção da democracia. Precisamos de votar, em prol dos próximos tempos de pós pandemia. No pós pandemia, precisaremos muito da democracia e de representantes exigentes.
A abstenção é também um profundo ato de egocentrismo. Pois somente quem entende que se encontra suficientemente confortável para não carecer de integração na comunidade nem suporte sociocultural, acreditando no individualismo, pode escusar-se de participar num processo que se quer coletivo e, no caso das autárquicas, acaba também muito por assentar num certo espírito de comunidade.
Ademais, a preguiça intelectual não pode continuar a ser desculpa e "os políticos são todos iguais" é uma expressão em desuso: é claro que não são todos iguais, mas é preciso saber discutir concretamente as políticas e os posicionamentos de uns e de outros para encontrar as diferenças (ora, isso exige que se pense nos temas e dá algum trabalho intelectual, efetivamente).
Há, porém, que ter noção da realidade e saber que a informação não chega a todas as pessoas e a todos os sítios à mesma velocidade nem com a mesma qualidade e veracidade. Mas cabe às sociedades democráticas democratizar tanto quanto possível a informação - sendo que talvez possamos estar a vacilar neste ponto e talvez urja (re)pensá-lo com mais seriedade, um papel para governos, organizações sociais, comunicação social e demais agentes cívicos.
Ainda não sabemos se vamos ou como vamos viver a Feira das Colheitas, em 2021. Todavia, há que preparar o futuro e perspetivar para lá deste ano. É para isso que nos convocam as eleições autárquicas, agendadas para 26 de setembro. É o momento de fazermos jus à democracia, que custou demasiadas vidas no século passado, em anos tão próximos ainda deste.
São já quatro as candidaturas anunciadas à Câmara Municipal de Arouca e não: não são todas iguais. Só que compara-las requer algum esforço e pensamento crítico. Estaremos com essa predisposição? É preciso que sim, pois só dessa forma poderemos, juntos, construir o futuro!
Ninguém disse que a democracia não dava trabalho, porém, preferimo-la, seguramente, a uma ditadura salazarista onde pensar era proibido e verbalizar ideias podia ser a proclamação de uma sentença de morte. 2021-07-29
 
Arouca

Domingo, 26 de Setembro de 2021

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