ARMANDO ZOLA
 
'Este país não é para velhos'
 
OPINIÃO | A idade mais produtiva nos humanos é entre os 60 e os 70 anos
 
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Não é para velhos? Sim, é sabido que, na Europa, os portugueses, atingida a idade da reforma, são, em média, dos que menos anos gozam com saúde, autonomia e qualidade de vida, até ao fim da sua existência, mas o País tem de ser para velhos também, com cada vez melhores condições e mais qualidade de vida, porque numa terra em que são bem mais os que morrem que aqueles que nascem, serão cada vez mais velhos os que a habitam. Sem eles, será o País cada vez mais despovoado, abandonado, triste. Por isso, que mais não fosse, terá ele de ser também para velhos.
Escrevia isto quando, por coincidência, me chegou um e-mail informando que um estudo do New England Journal Of Medicine revelara que a idade mais produtiva nos humanos é entre os 60 e os 70 anos, a segunda entre os 70 e os 80 e a terceira entre os 50 e os 60, dando como exemplos a idade média, de 62 anos dos Prémio Nobel, a de 63 anos dos Presidentes das 100 maiores empresas mundiais e a de 76 anos dos Papas.
Apesar dos exemplos, não parece de aceitar a autenticidade do estudo, nem a veracidade das apontadas conclusões, mas as idades nesses exemplos referidas a que, dentro de portas, poderíamos acrescentar, como exemplos também, as do Secretário-Geral da ONU, nosso compatriota, a do Presidente da República e a do Presidente da Assembleia da República, os dois mais altos cargos do Estado Português, que, como diria o meu avó muito depois de passados os seus 85 invernos, são já "moços" de mais de 70 anos, mostram como são, e sempre foram, preciosas, nas sociedades, as pessoas das mais avançadas idades.

"ESTE PAÍS NÃO É PARA JOVENS"

Se o título inicial deste texto foi dado por um célebre escritor americano contemporâneo a um dos seus mais conhecidos romances, este último utilizou-o Manuel António Pina (outros o utilizaram depois) notável cronista que foi, para intitular uma das suas incisivas crónicas no JN, faz precisamente agora nove anos, invectivando a precaridade, a humilhação, a desesperança, a impossibilidade de constituir família, de ter vida própria, que sobre os jovens se abatia, e que persiste, no País.
Um País assim não é próprio para jovens. E tem de passar a sê-lo. É neles que reside a energia vital de uma sociedade, a força da sua incessante transformação, a imprescindível renovação das gerações, a continuidade das comunidades. Sem eles, as comunidades, maiores ou mais pequenas, estiolam e extinguem-se. Veja-se o que acontece, a ritmo cada vez mais acelerado, com as nossas aldeias, por vezes freguesias inteiras.
Por tudo, este País terá de ser também para os jovens.

UM PAÍS PARA TODOS

Se não houver jovens, se não houver velhos, se não houver crianças, nem pessoas de meia idade, não haverá País. O País precisa e tem de saber acolher todos. Sem gente, poderá haver território, mas País não.
Que, livres da pandemia, no Novo Ano, e em todos os novos anos, assim possa ser entendido e que, com tal entendimento, para bem de todos, possa vir a proceder-se!
Apesar dos tempos difíceis por que passamos, nunca antes por nós conhecidos, nem sentidos, a todos um Feliz Natal e um Novo Ano menos duro e melhor que este que agora termina.

 
Arouca

Quinta, 28 de Janeiro de 2021

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Margarida Belém, presidente da CMA, em entrevista ao RV

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