CÁTIA CARDOSO
 
Outono e presidenciais
 
OPINIÃO| Os erros de uma só pessoa poderão colocar em perigo muitas outras
 
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As últimas semanas ficaram marcadas pela evolução da situação epidemiológica do concelho, com um aumento abrupto no número de infeções confirmadas pelo novo coronavírus.
Também na situação nacional se tem verificado um aumento de casos, fazendo crer que - a existir - está a tornar-se realidade a segunda vaga.
Além disso, entre outros fatores, o regresso às aulas poderá influenciar a evolução da pandemia, um pouco por todo o país. Assim sendo, este outono será particularmente exigente. Tal como aconteceu na primavera, as instituições e os representantes das mesmas serão novamente colocados à prova. O governo, as autarquias, as escolas, não obstante, não poderemos alhear-nos da responsabilidade civil. Urge que cada cidadão seja respeitador das normas definidas.
Este não é um problema individual. Não estamos num quadro em que podemos dizer que se há um ajuntamento apenas quem nele participa tem que ver com isso. Trata-se do bem comum e da saúde pública. Por isso, cabe também a cada um de nós não promover ajuntamentos, não participar em ajuntamentos, usar máscara e desinfetante, bem como denunciar todos os casos em que nos apercebamos que não estão a ser cumpridas as regras em vigor.
Os erros de uma só pessoa poderão, neste caso, colocar em perigo muitas outras. Se hoje permitimos que o nosso vizinho vacile, amanhã poderemos recolher as consequências da nossa passividade.
Apenas será possível atravessar um outono tão exigente com todas as pessoas a remarem no mesmo sentido, pelo que se torna imprescindível um certo espírito de equipa, entre todas as comunidades e toda a sociedade.
Está lançada a discussão sobre as Presidenciais, com várias candidaturas já anunciadas, numas eleições que ainda apanharão resquícios - ou bem mais - da pandemia.
Para já, há duas mulheres na corrida - curiosamente, duas das candidaturas mais interessantes e fortes, das que até agora foram apresentadas (para não dizer: as mais interessantes e fortes) - com linhas estratégicas que se aproximam em vários pontos, sendo que ambas têm potencial para debates ricos e construtivos.
Marisa Matias apresenta-se pela segunda vez consecutiva numas Presidenciais, tendo começado com um discurso criativo - do qual fizeram parte muitos dos profissionais da linha da frente no combate à pandemia, tendo a candidata recorrido aos seus nomes, como exemplos - aproveitando para vincar a sua candidatura assumindo-se como socialista, republicana e laica.
Já Ana Gomes - cuja decisão de se candidatar a Belém surgiu, em parte, por um certo desprezo do Partido Socialista para com estas eleições - manteve-se fiel aos valores segundo os quais tem norteado toda a sua vida política e com os quais tem abraçado as inúmeros missões das quais já fez parte, deixando clara a sua vontade de combater a corrupção e de continuar a cuidar da nação e dos portugueses.
Como desvantagem para ambas está o facto de trabalharem mais - ou terem mais trabalho - no âmbito da política internacional, em detrimento da política nacional - sendo que nesse aspecto o ainda não candidato Marcelo Rebelo de Sousa terá vantagens, entre outras, incluindo o facto de já ser Presidente da República e de os portugueses gostarem de ser beijados com frequência.
O que se deve pretender, acima de tudo, destas eleições, mais do que nunca, é um debate sério, realista, democrático, em que sejam discutidos os assuntos que interessam à nação - e que não se transforme em pequenas lutas entre candidatos.
 
Arouca

Quarta, 28 de Outubro de 2020

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