MAFALDA FERNANDES
 
Outra vez, o rouxinol
 
OPINIÃO | Despir as localidades dos equipamentos poluentes
 
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Como foi noticiado há uns tempos, depois que a antiga vila perdesse alguns dos seus equipamentos preciosos, úteis, sobretudo, dos mais velhos, àquelas senhoras e senhores que levantavam na agência bancária os seus pequenos pecúlios provenientes da Europa, por exemplo, e a quem as dificuldades de mobilidade criaram um problema sério, como se disse, a passarada irrompeu sobre os plátanos, as tílias, os castanheiros da Índia da vetusta praça.
E o rouxinol não podia faltar. Não sabemos se ainda é o mesmo sobre quem se falou há uns anos. A longevidade das aves é assunto para peritos em ornitologia.
O certo é que os imensos bosques que rodeiam o velho burgo de Cabeçais, as terras mais ao sul, que são Escariz, constituem um abrigo certo para o rouxinol, que é uma ave antiga a quem se referiam os poetas portugueses, dos anos 20, do século passado. Também falavam muito na cotovia. Este pássaro só canta quando faz voos descendentes. A cotovia era também um tema poético deram origem a toda uma produção poética e bucólica do século XVIII.
Ressalta de todas estas referências o facto de que é realmente necessário despir as localidades de todos os equipamentos poluentes, e são poluentes na medida em que fazem ocorrer multidões, que aos poucos o ambiente vá permitindo a eclosão da natureza e o bem estar da passarada.
Tudo isto é conveniente a uma redução das alterações climáticas e ao cumprimento pleno dos apelos da nossa querida adolescente Greta Thunberg.
Os fenómenos extremos, como são as monções diluvianas na Ásia com o seu arsenal de deslizamentos que provocam mortos, os tsunamis inesperados e totalmente imprevisíveis que têm sido verdadeiramente devastadores, como o de 2004, na Indonésia, até os tremores de terra na Itália, em várias cidades, logo a seguir uns aos outros, têm de ser evitados custe o que custar, isto porque o maior bem que existe à superfície do planeta é a própria vida humana. Cada um de nós tem um lugar neste mundo. O desaparecimento de uma pessoa provoca sempre um grande sofrimento naqueles que a estimaram e há que evitar o sofrimento desnecessário. Para isso, temos rigorosamente de seguir os ditames da pequerrucha que anda pelo mundo a alertar mentalidades. Privarmo-nos de bens que possam causar poluição e alteração no ambiente. Respeitar o planeta.
As compensações são imensas, como se vai vendo. E também é de considerar o facto de sabermos que o rouxinol povoa os nossos bosques, ainda que se trate de um ser minúsculo e humilde.
 
Arouca

Segunda, 26 de Outubro de 2020

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