JOSÉ CARLOS SILVA
 
Covid-19 não dá tréguas aos arouquenses
 
OPINIÃO | O concelho está entre os que têm maior número de infectados por mil habitantes
 
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A doença Covid-19 regressou em força a Arouca no final de Agosto. O alerta foi lançado no briefing diário que a ministra da Saúde e a directora da DGS fazem permanentemente, quando anunciaram um surto no concelho de Arouca. O Lar da Terceira Idade da Casa do Povo de Alvarenga e os Bombeiros Voluntários de Arouca foram as duas instituições que no início do surto registaram maior número de infectados.
Soaram as campainhas de alarme. E a partir daí, tem sido um avolumar de situações que têm criado o pavor e o medo às gentes de Arouca. Foi instalado junto da autarquia um centro de testes, as televisões regressaram em força a Arouca, fazendo lembrar tempos recentes de má memória para os arouquenses!...
Neste momento em que o número de infectados em Arouca não pára de crescer, aliás o nosso concelho está em lugar cimeiro entre os concelhos portugueses com maior número de infectados por milhar de habitantes, a situação está a gerar grande desconforto e receio no município.
As aulas já arrancaram e vem aí mais um duro teste com a movimentação dos alunos na escola e na vila de Arouca, apesar dos planos de contingência que foram elaborados. Os tempos estão muito, muito complicados!
Esta batalha tem que ser travada por todos nós, a partir da casa de cada um. Há que tomar as devidas precauções e ser um agente atento e responsável no dia-a-dia. Os mais velhos e as pessoas que sofrem de determinadas patologias estão mais expostas ao vírus e por isso, além de pensarmos em proteger-nos a nós próprios, teremos que ter sempre presente a protecção aos mais vulneráveis da sociedade.
Não vale a pena entrar no jogo de passa-culpas para cima dos outros e entrar em discussões estéreis sobre a temática, porque na fase em que vamos entrar (Outono), a precaução e a higienização de cada um serão fundamentais!...
A Câmara teve 'culpas no cartório' no galopar descontrolado da situação, e posteriormente na gestão da crise? As autoridades de segurança locais foram permissivas durante os meses de Julho e Agosto em que os ajuntamentos foram mais do que evidentes em vários cenários? Não houve excesso de protagonismo e ‘espectáculo' da autarquia (vídeos, 'contador de casos covid', fotos sobre tudo e sobre nada...) nos primeiros tempos da pandemia, e agora que a situação está crítica, parece que se encontra desaparecida em combate, ou pelo menos, mais discreta?
São estas e muitas outras questões que os arouquenses querem ver respondidas depois da tempestade, que parece ainda não ter fim à vista, pois a situação não está a evoluir conforme o esperado!...
•••
Há mais de um ano, escrevi neste espaço um texto que deu que bradar. Quando o escrevi já sabia do risco que tal acarretaria, mas também sempre entendi que jornalismo medroso não é jornalismo!... Fui alvo de vários ataques devido a esse texto, todos eles, curiosamente, de forma cobarde e anónima,
tendo como palco as ‘redes sociais', onde os valentões e pensadores de aviário cá da terra dão cartas!...
Isto vem a propósito da notícia que fizemos de dois "ajustes directos" no valor de milhares de euros que a autarquia acabava de fazer ao jovem arquitecto Samuel Gonçalves para a realização de projectos de habitação a custos controlados para jovens (Quinta do Cerrado) e a requalificação do monte da Senhora da Mó. Por sinal, dois trabalhos que ainda não foram tornados públicos... quanto mais ser executados
no terreno...
Consideramos e voltamos a reafirmar com todos as letras que esse procedimento da autarquia poderia ser legal, mas eticamente era muito reprovável, pela promiscuidade que tais "ajustes" revelavam. Samuel Gonçalves é filho do até há pouco tempo Director do Departamento Administrativo e de Finanças da autarquia, entretanto aposentado neste Verão, o mais alto quadro da edilidade!... Seria de bom tom e de todo aconselhável, até para evitar suspeições graves de favorecimento, porque estamos a falar de instituições e de dinheiro público, alargar o concurso a outros candidatos (que não faltam no concelho de Arouca e também premiados...) ou através, como sugeri no texto, de um concurso de ideias que seria, naturalmente, mais abrangente e, claramente, mais barato para o erário público.
Curiosamente, no dia 9 de Agosto último, o Jornal de Notícia dá à estampa a seguinte notícia com o título: "Póvoa de Varzim constrói casas para fixar jovens". Resumindo a notícia, "A ideia é construir 150 apartamentos que, depois, serão colocados no mercado a preços baixos. O município quer atrair mais jovens para o concelho e por isso mesmo, serão eles os alvos dos novos fogos. O projecto vencedor saiu de um concurso de ideias lançado pela Câmara da Póvoa e a Ordem dos Arquitectos (OA). O júri - composto por dois elementos da autarquia e um da OA - escolheu o projecto, entre as mais de duas dezenas de propostas recebidas. O vencedor vai receber um prémio de dez mil euros".
Compare as diferenças entre os procedimentos das duas autarquias sobre a mesma temática e tire as conclusões!...

(texto publicado na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2020.09.17)

 
Arouca

Quarta, 28 de Outubro de 2020

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"Continua a aposta (da CMA) 'quase irracional' no turismo"

Carlos Tavares, lider do PPM-Arouca, em entrevista ao RV

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