ANSELMO OLIVEIRA
 
Gotas d'ouro
 
OPINIÃO | 10% do orçamento familiar para um bem essencial. Acham justo?
 
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Nos últimos tempos têm sido conhecidos vários relatos com pessoas indignadas com o aumento do preço da água em tempos de pandemia, não só em Arouca como em outros concelhos. Muitos destes aumentos já estavam previstos antes desta nova realidade e as empresas concessionárias limitaram-se ao aplica-los. Temos de ter em conta em conta que são empresas privadas que visam obter o seu lucro e, por isso, quem sofre é o consumidor.
Antes de atribuir culpas às empresas convém ir ao cerne da questão. Essas mesmas tiveram muito cuidado ao elaborar os contratos de concessão, precavendo todas as situações. As edilidades, por sua vez, não salvaguardaram devidamente os interesses dos seu munícipes. Existem casos onde nos contratos está estipulado a quantidade de metros cúbicos que têm de ser facturados anualmente. Caso o número seja inferior, haverá aumento no ano seguinte para compensar as perdas.
Não podem, nem devem, alguns sectores estar nas mãos de privados. Claro que não podemos ter um visão redutora e ser demasiado liberais nem demasiado comunistas. Tem de existir sempre um meio termo.
Quando se justifica a privatização da água alegando melhoria do serviço ou redução de custos ou seja o que for, importar ressalvar que, embora independentes em termos de gestão , as autarquias são parte integrante do estado. Estado esse que "enfia" milhões em poços sem fundo como os bancos e em outras empresas tecnicamente falidas.
Claro que é fundamental o incremento da iniciativa privado. Ela é fundamental para o desenvolvimento da economia. Mas quando falamos em privados não convém olhar só para o fundamentais grandes grupos económicos.
Olhemos sim para as pequenas e médias empresas, "perseguidas" por um sem número de impostos e obrigações que faz que elas sufoquem para conseguirem pagar o que deve. Esse sim são sugados a pouco e pouco porque não têm o poder de reivindicar junto do poder para lhe aliviarem a carga. Veremos depois da pandemia quantas conseguiram sobreviver.
Voltando ao assunto inicial, mas porque carga de água os contratos de concessão estão de tal forma blindados que são impossíveis de denunciar? Porque parecem ter as concessionárias mais vantagens que deveres? Podem alegar que de outra forma as mesmas não iriam querer "ficar com a água". Se calhar tinha sido melhor para quem precisa dela.
Para terminar, imaginem o caso de um casal onde só um trabalha e recebe o salário mínimo e com uma conta de água a rondar os 50 euros. São cerca de 10% do orçamento familiar para um bem essencial. Acham justo?
Bem fizeram em Mafra. Não acabaram o Convento mas tomaram conta da sua água...
 
Arouca

Quarta, 30 de Setembro de 2020

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"O município desinvestiu nos jovens"

Ricardo Martins, lider da Juventude Popular, em entrevista ao RV

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