JOSÉ CARLOS SILVA
 
Estrada, água e ponte
 
OPINIÃO | Não seria despropositado haver uma renegociação com a AdN sobre os preços da água
 
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Foi formalmente assinado o contrato de consignação da empreitada de ligação da A32 a Escariz. Custou, mas foi!
Depois de vários avanços e recuos, a estrada que irá possibilitar a ligação mais rápida de Arouca a um estratégico eixo rodoviário teve o seu pontapé de saída na cerimónia realizada no salão nobre do município de Arouca, onde marcou presença física o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. No acto, esteve também presente Artur Neves, presidente da Assembleia Municipal, mas por via digital, devidoa encontrar-se a exercer funções profissionais em Angola.
Será da mais elementar justiça destacar na concretização deste importante troço de ligação de Arouca ao litoral este dois nomes - o governante de São João da Madeira e o autarca alvarenguense - pelo empenho e firmeza colocados ao longo do labiríntico e espinhoso processo que agora chega ao fim.
Nesta hora de saborear mais este forte investimento público que irá ajudar a melhorar as acessibilidades no nosso município, importa sublinhar que, à semelhança da primeira fase da Variante (Arouca-Ribeira), na altura era ministro do Equipamento Social, João Cravinho, e o autarca Armando Zola, que foi com governos socialistas que ambos os troços viram a luz do dia. O primeiro era liderado por António Guterres e o segundo por António Costa.
Mas, apesar deste novo impulso, a obra só estará totalmente concluída quando o troço de ligação da Ribeira a Escariz estiver finalizado. Até lá, teremos sempre uma rodovia "amputada"!...
Esperemos que autarcas e forças vivas do município, em conjunto, façam ouvir a sua voz nos centros decisores do poder central para a justiça da conclusão global da via estruturante, decisiva para o desenvolvimento sustentado do concelho de Arouca.
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Na primeira reunião de Junho do executivo camarário, os vereadores social-democratas levaram o tema dos aumentos dos preços da água à discussão.
Fernando Mendes e Vítor Carvalho consideram um "escândalo" os aumentos do custo do líquido vital e propuseram naquela reunião que a autarquia pressionasse a Águas do Norte (AdN) no sentido de esta rever as tarifas da água, numa altura em que muitas famílias viram os seus rendimentos diminuídos e o consumo de água a aumentar. Tudo em virtude da pandemia de Covid-19.
A empresa intermunicipal AdN tem como acionistas um conjunto alargado de municípios e não seria de todo despropositado haver uma renegociação por parte da empresa e dos seus clientes sobre os preços praticados.
Na região do Alto Minho, um conjunto de municípios viu as suas reivindicações de baixar as tarifas atendidas, e os novos preços já se fizeram sentir nas últimas facturas.
Se o governo conseguiu renegociar alguns contratos leoninos nas famosas parcerias-público- privadas das rodovias e na energia porque as condições de mercado e da vida das pessoas se alteraram aquando da troika, porque razão não poderá a AdN ser sensível e flexível às novas condições económicas e sociais dos seus clientes de Arouca, que estão a viver o pós-Covid-19!...
Convém também não esquecer que o ganho médio mensal de um arouquense é de menos 278 euros do que a média nacional...
Haja bom senso e solidariedade!
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Ponto prévio: fui contra a construção da ponte suspensa; não vou novamente elencar as razões, e não penso ir percorrê-la.
Feita esta declaração de interesses, numa altura em que a nova coqueluche turística de Arouca está praticamente concluída e se fala da sua inauguração a curto prazo, após três adiamentos, importa debruçar-nos e interrogarmo-nos sobre alguns aspectos da mesma:
-A empreitada da obra da ponte está finalizada, mas os acessos à mesma dos dois lados (Canelas e Alvarenga) já foram construídos? -A construção da ponte não estava englobada num percurso integrado que começava nos Passadiços e terminava em Alvarenga? -A autarquia já tem pronto o regulamento de funcionamento daquele equipamento? -A nível de segurança, quais os protocolos elaborados e que instituições já foram consultadas? -Sabendo que se vai ter de pagar bilhete para usufruir dela, qual será o preço e como vão operacionalizar? -Vai funcionar durante todo o ano? -Quais as estimativas nos custos da sua manutenção? -A autarquia vai criar as condições de segurança e de funcionamento para um boom inicial, após a sua abertura?
Estas são algumas questões que nos inquietam neste momento e esperamos que a CMA tenha respostas cabais para elas.
Esperamos ainda que a autarquia apresente um plano global para a sustentabilidade da ponte suspensa, dado o avultadíssimo investimento municipal ali realizado para que esta não se torne num monumental ‘elefante branco' à beira do rio Paiva plantado!... Vamos aguardar pelos próximos episódios!...
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O Ministério Público (MP) decidiu reabrir o processo sobre a "Empreitada de pavimentação da estrada de Chão de Ave a Provizende - Troço Quintela /Chão de Ave", que num primeiro inquérito havia sido arquivado, em Fevereiro.
Certamente para esta decisão do MP terão surgido novos indícios ou serão necessárias novas diligências que poderão conduzir este processo à fase de julgamento.
Não são boas notícias para Margarida Belém e Artur Neves, que já se encontram a contas com a justiça no caso "Operação Éter".
O tempo da justiça não é o tempo da política e esta nebulosa sobre os dois autarcas não dignifica o poder local nem a democracia!...
 
Arouca

Quinta, 13 de Agosto de 2020

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"Ser padre é dar a vida, renunciar muitas vezes às minhas vontades, ouvir os sofrimentos das pessoas e sofrer com elas"

Misael Fermín Calderon, o novo vigário paroquial de Arouca

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